Portugueses falham primeiros prémios desde julho de 2024. Em 21 anos, acertaram em 79 primeiros prémios, que renderam perto de 3 mil milhões.
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Vai para dois anos que acabou a maré de sorte dos portugueses no Euromilhões. Apesar de existirem dois sorteios por semana, não há um jackpot que permita criar uma fortuna de vários milhões de euros, em Portugal, desde o dia 19 de julho de 2024. A última vez que a sorte bateu à porta dos portugueses foi em Algés, no concelho de Oeiras. Um primeiro prémio de 26 milhões de euros, cujo boletim foi registado na Eurolojas. O gerente, António Marques, contou que dava um primeiro prémio do Euromilhões pela primeira vez, acrescentando que o ‘sortudo’ fez a aposta mínima, no valor de 2,5 euros. O mediador manifestou grande satisfação e disse ter ficado feliz com a entrega do prémio, acrescentando que desde então a sua loja tem atraído mais apostadores.
Mais a norte, a 26 de junho, foi entregue o maior prémio já alguma vez sorteado em Portugal, no valor de 213,8 milhões de euros. João Ribeirinho, da tabacaria NLetras, em Ramalde, no Porto, contou que o prémio representou um “momento de alegria” para o espaço. O novo ‘excêntrico’ apostou também 2,5 euros, mas, ao contrário do vencedor de Algés, entregou um boletim preenchido à mão. E 2024 representou, com estes dois prémios, o segundo melhor ano em termos de jackpots entregues. O ano mais afortunado foi 2015, quando foram entregues 320 milhões de euros em primeiros prémios.
Bem diferente é a realidade mais recente, desde os últimos cinco meses de 2024: o primeiro prémio não voltou a aparecer. Os portugueses continuam, contudo, a realizar apostas no Euromilhões a um bom ritmo. Os dados de 2025 indicam que foram apostados no loto europeu 1,9 milhões de euros, por dia. A receita anual representou 578 milhões de euros, com um acréscimo de 2,2% por comparação com o ano anterior.
O loto europeu foi criado em fevereiro de 2004, numa fase experimental em três países (Reino Unido, França e Espanha). Em outubro do mesmo ano foi alargado a mais seis países, entre os quais Portugal, tendo sido entregues no nosso país, nestes 21 anos, 79 primeiros prémios que renderam perto de três mil milhões de euros.
Canal digital conta com jogos exclusivos
As vendas dos jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa através do canal digital cresceram no último ano, atingindo os 137 milhões de euros. A Santa Casa desenvolve jogos próprios para o portal e também para a aplicação JSC, como por exemplo na Raspadinha. A lotaria instantânea oferece no campo online uma dinâmica distinta à forma tradicional de jogar. A Santa Casa desenvolve novas formas de jogo online que representem uma alternativa aos formatos em papel. No futuro, o fim dos boletins de jogo poderá ser uma realidade, graças à adesão crescente dos apostadores aos sistemas digitais que estão em progresso.
PORMENORES
Prémios em queda
Os apostadores, em 2025, receberam 1944 milhões de euros em prémios dos jogos da Santa Casa. Um valor mais baixo do que em 2024, quando foram entregues 2073 milhões.
Milhões a reclamar
Só no ano passado ficaram por reclamar 12,2 milhões de euros em prémios. Em 2024, foram 11,45 milhões. Ao fim de três meses sem serem reclamados os prémios revertem para a Santa Casa.
Fortuna para 44 apostadores
A fortuna sorriu a 44 apostadores no ano passado tendo cada um ganho mais de um milhão de euros em prémios. M1lhão é o jogo que faz mais milionários.
Estado fica com 872 milhões de euros
A Santa Casa fica com 26,52% das receitas do jogo. O restante é entregue ao Estado. No ano passado esse montante foi de 872 milhões. Em 2024, foram para os cofres do Estado 895,7 milhões de euros.
Lucros a subir
2025 representou o melhor resultado líquido dos últimos 17 anos, com um lucro de 43,6 milhões de euros, num avanço de 44% face a 2024, ano em que os lucros foram de 30 milhões de euros.
Apoio prestado a 9024 idosos
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa prestou apoio domiciliário, acolhimento em centros de dia ou lares a 9024 idosos no último ano. Junto dos mais carenciados foram servidas 3,8 milhões de refeições. A ação social (54,7%) e a saúde (24,8%) representam as maiores despesas da Santa Casa.
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