Estado injeta mais 160 milhões de euros na Efacec mesmo após a privatização
Novos acionistas ficam com 100% da empresa.
O Governo oficializou esta quarta-feira a venda da Efacec ao fundo de investimento alemão Mutares, mas anunciou que ainda vai colocar mais 160 milhões de euros na empresa, além de libertar uma garantia de 72 milhões de euros relacionada com financiamentos da banca.
Os novos acionistas ficam com 100% da empresa, onde vão colocar 15 milhões de euros e dar uma garantia de 60 milhões de euros, com a escolha justificada pelo ministro da Economia com o "plano industrial que a Mutares tem para a Efacec".
António Costa Silva disse que este é "um dia feliz para a economia portuguesa" ao colocar fim à nacionalização transitória da empresa, que durou mais de três anos e garantiu que espera "recuperar alguma parte do investimento" no futuro.
O ministro defendeu a decisão tomada em 2020, ao apontar que o "colapso significaria o fim de várias pequenas e médias empresas", naquele que seria um "buraco negro desastroso para a economia portuguesa".
O secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes, apontou que, até agora, os cofres públicos colocaram "10 milhões de euros por mês nos últimos 20 meses" na fabricante de equipamento elétrico, numa despesa total de 200 milhões de euros.
No final de contas, entre os anteriores acionistas, bancos e compradores, a empresa deu uma despesa de 513 milhões de euros.
A empresa fabricante de equipamentos elétricos tinha sido nacionalizada em 2020, depois do escândalo judicial Luanda Leaks atingir a empresária Isabel dos Santos, na altura a acionista maioritária da empresa, que levou a uma queda nas vendas da Efacec e acumulação de dívida.
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