Estado pagou o dobro à Motorola por equipamentos do Siresp

Tecnologia utilizada pelo Siresp é detida em exclusivo pela Motorola.

17 de janeiro de 2025 às 11:42
Motorola Foto: Getty Images
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O Estado pagou o dobro à Motorola em vários equipamentos do Siresp. Em 2023 e 2024, a Secretaria-Geral da Administração Interna gastou 13 milhões de euros na compra de equipamentos, quando a compra já tinha sido paga pelo Estado, através de um concurso público, indica o Jornal de Notícias. Segundo a mesma fonte, o Estado ainda pagou 80 mil euros a cada estação, que a Motorola já tinha orçamentado, quatro meses antes, em apenas 43 mil euros.

No primeiro contrato por ajuste direto, do tempo do anterior Governo, foram pagos à Motorola 6,8 milhões de euros por vários equipamentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), entre os quais 35 estações base "MTS4", compradas por 2,8 milhões de euros, a que se somaram 800 mil euros para instalação. Contudo, em 2022, o Estado pagou 3,6 milhões de euros para a reposição de estações base iguais às do contrato por ajuste direto, refere o JN.

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O custo da instalação das bases também aumentou, em poucos meses. No concurso público da Siresp SA e nos ajustes diretos, a instalação de cada base custou 23 mil euros. No entanto, em fevereiro de 2022, apenas quatro meses antes do concurso público, a Motorola cobrava 17 500 por cada instalação.

A tecnologia Tetra Dimetra é usada pelo Siresp há vários anos e é detida, em exclusivo, pela Motorola. A tecnologia, que inclui principalmente rádios, permite apenas a comunicação por voz e escrita, não permitindo vídeo, nem suportando sozinha a rede 5G. Segundo o presidente da Siresp SA comunicou ao Jornal de Notícias, estão a ser estudadas adaptações para permitir vídeo, a serem implementadas "até ao final da década". Até lá, todos os equipamentos para investimento no Siresp terão de ser comprados à Motorola. 

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