Famílias arrancam o ano a pôr mais 13 milhões de euros por dia nos certificados de aforro
Aplicações neste produto renovaram máximos, ascendendo, em janeiro, aos 40,6 mil milhões de euros.
As famílias arrancaram o ano a colocar mais 392,8 milhões de euros nos certificados de aforro, segundo os dados do Banco de Portugal, o que corresponde a cerca de 13 milhões por dia. Esta entrada de capital ficou aquém da evolução mensal observada em dezembro (430,9 milhões de euros), mas permitiu renovar máximos no montante total aplicado pelas famílias neste produto de poupança do Estado.
As aplicações em certificados de aforro ascenderam, em janeiro, aos 40,6 mil milhões de euros, depois de no final do ano passado terem superado, pela primeira vez, a barreira dos 40 mil milhões. A este apetite das famílias não é alheio o facto de os certificados de aforro continuarem a remunerar acima dos 2% de juros, com uma taxa superior à dos depósitos a prazo.
Desde a criação da atual série F que os certificados de aforro remuneravam consistentemente à taxa-base máxima permitida por lei (2,5%), até que em abril do ano passado a remuneração-base caiu, pela primeira vez, abaixo deste tecto máximo. A tendência repetiu-se nos meses seguintes, com os juros a caírem mesmo abaixo dos 2% em agosto. Refletindo o aumento da Euribor a três meses, o indexante utilizado para calcular a remuneração destes produtos, os juros do aforro voltaram a estar, a partir de setembro, acima dos 2%.
Em janeiro, estavam nos 2,046% e neste mês de fevereiro baixaram para os 2,031%. Esta remuneração supera a dos depósitos a prazo, que são tradicionalmente o instrumento de poupança mais popular, mas que em dezembro - o último mês para que existem dados - rendiam, em média, 1,36% de juros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt