Faturação do grupo Delta Cafés sobe 12% em 2025

Crescimento do grupo superou os 650 milhões de euros no último ano.

22 de fevereiro de 2026 às 08:06
Grupo Delta foi fundado por Rui Nabeiro Foto: Getty Images
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A faturação do grupo Nabeiro-Delta Cafés subiu 12% no ano passado, face a 2024, para 650 milhões de euros, avança, em entrevista à Lusa, o presidente executivo (CEO), que classifica 2025 como muito desafiante.

"Bom, 2025 foi um ano muito desafiante" e em que "o crescimento foi robusto", diz Rui Miguel Nabeiro.

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"Nós crescemos para cima dos 650 milhões de euros, mais ou menos 12% face ao ano anterior" e, "obviamente, com um empurrar muito grande no preço do café, que foi o maior desafio que tivemos, talvez, no ano passado", prossegue o CEO da Delta Cafés.

O crescimento "muito robusto fora de Portugal coloca-nos como sendo uma empresa portuguesa já com dimensão claramente europeia, ainda que com as suas raízes muito firmes em Portugal e, em particular, em Campo Maior", enfatiza o gestor.

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No ano passado, Espanha continuou "com um desempenho extraordinário", destaca Rui Miguel Nabeiro.

Isto porque "consolidámos a nossa posição no canal HoReca [Hotéis, Restaurantes, Cafés]", um mercado a crescer a dois dígitos. Em 2025, "Espanha cresceu também 12% face ao ano anterior", salienta, referindo que o grupo português conseguiu "consolidar muito" a sua posição neste mercado.

Até porque o grupo, pela primeira vez, ganhou o prémio Cinco Estrelas da marca com melhor reputação em Espanha, o que para o gestor demonstra que o consumidor espanhol reconhece o valor da Delta.

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Além de Espanha, "a Europa toda cresceu, de facto, a um bom ritmo", salienta.

"Já somos uma empresa realmente com dimensão europeia, ainda que sempre portuguesa", enfatiza Rui Miguel Nabeiro, salientando que o mercado polaco também está a correr bem.

"A Polónia correu-nos muito bem também, com a Biedronka, com a parceria com o grupo Jerónimo Martins, onde a Delta, pela primeira vez, aparece como líder de mercado em cápsulas" e "isso é um motivo de grande orgulho para nós".

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Em síntese, 2025 "foi um ano de um crescimento muito, muito robusto no mercado polaco também, o que nos coloca numa posição muito confortável".

Quanto à entrada na Eslováquia, em que a Delta acompanhou a expansão da Biedronka, Rui Miguel Nabeiro refere que ainda está numa fase inicial.

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"A nossa parceria com a Biedronka corre muito bem" e "isso ajuda-nos muito a consolidar esta posição como realmente uma empresa com sucesso na Europa", enfatiza o gestor.

Quanto à área não café, que representa cerca de 22% da faturação do grupo, Rui Miguel Nabeiro destaca o desempenho "em particular da Suíça", mercado onde o grupo comprou há dois anos a distribuidora AMD, em que o primeiro ano foi manter o negócio que já tinha.

"A AMD, de facto, faz (...) praticamente só não café. Portanto, de repente, nós na Suíça, metade do nosso negócio são bebidas e outro tipo de produtos portugueses, vendemos bacalhau português, vendemos atum português", conta.

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A performance foi "muito interessante, crescemos muito bem" e, além disso, "o mercado angolano também", acrescenta.

Atualmente, o negócio em Angola "60% é não café, só 40% do nosso negócio é café", o qual "acabou por ter uma performance também muito boa".

Portanto, um crescimento de "dois dígitos" neste negócio do não café, sintetiza.

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Em Portugal, "são mais ou menos 400 milhões" de euros de faturação no ano passado, diz o CEO do grupo Nabeiro-Delta Cafés.

"O ano passado também foi um ano de reforço em Portugal", mercado que é "um pilar que não pode vacilar em nenhum momento no nosso negócio, é a nossa base, é a nossa raiz e é aqui que temos que continuar a fazer bem", sublinha o gestor.

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