Gestor de insolvência

Carlos Miguel Gomes Fernandes Fontão de Carvalho, ex-vice-presidente da Câmara de Lisboa no Executivo de Carmona Rodrigues, é arguido, acusado de peculato, no processo da atribuição de prémios indevidos a administradores da EPUL desde 2007. Quase dois anos depois de ter saído da autarquia – e ainda com o julgamento a decorrer – garante que, em termos de património, tem os mesmos imóveis e mora no mesmo sítio, num apartamento, no Lumiar.

30 de maio de 2009 às 00:30
Gestor de insolvência Foto: João Cortesão
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A única coisa que  mudou, diz, foram as quantias que tinha no banco.   “Tenho menos dinheiro”, afirmou ao CM, justificando-se com o facto de gastar muito em advogados por causa  destas polémicas.

Da política não quer  ouvir falar. “Estou afastado de tudo isso e à política não tenciono voltar”, afirmou, sublinhando que regressou à sua antiga profissão: “Sou economista e colaboro com a BDO Binder.” Um dos seus trabalhos mais recentes, em Abril deste ano, ao serviço desta consultora foi como administrador de insolvência de uma empresa de Loures.

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Na declaração de rendimentos que apresentou, em Outubro de 2007, pela cessão de funções na câmara, Fontão de Carvalho  tinha  entre  duas contas à ordem, três Planos Poupança Reforma (PPR), cerca de 397 mil euros. Como rendimentos anuais, resultantes do seu trabalho dependente,  declarou 71 357 mil euros.

PORMENORES

CASADO

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Fontão de Carvalhoé casado em regime de separação de bens com Rita Maria Alves Ribeiro, filha do construtor civil Alves Ribeiro.

ACÇÕES

Declarou  23,70 euros em acções do Sporting e 249,40 euros em títulos do BPN. Tem metade de uma casa, em Colares, avaliada em 36 mil €.

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PERCURSO

Entrou para a CML, em 1998, pela mão do PS, mas entre 2002--2005 com a saída de Santana aceitou fazer parte do Executivo de Carmona.

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