Greve geral começa a sentir-se esta terça-feira nos transportes
Serviços mínimos nos transportes e na saúde não travam perturbações nos dois setores.
Os efeitos da greve geral marcada para esta quarta-feira deverão começar a ser sentidos esta terça-feira nos transportes, nomeadamente nos comboios da CP e do Metro de Lisboa. Os maiores impactos da paralisação convocada pela CGTP - no âmbito da contestação ao Pacote laboral - deverão ser sentidos quarta-feira na saúde, nomeadamente com o cancelamento de consultas médicas em centros de saúde e hospitais, e nas escolas, apesar de ser a última semana de aulas para milhares de alunos.
O Metropolitano de Lisboa prevê a paralisação do serviço a partir das 23h desta terça-feira, antecipando também a CP perturbações na circulação de comboios, com os impactos a prolongarem-se por quinta-feira, nos serviços urbanos, regionais e de longo curso. No âmbito dos serviços mínimos a TAP vai operar um total de 79 voos. A Carris terá várias carreiras durante um período de três horas de manhã e à tarde, que servem unidades de saúde e de ensino. A Metro do Porto manterá em funcionamento, com frequências reduzidas, o tronco comum Senhora da Hora-Estádio do Dragão e, parcialmente, a linha Amarela. A Fertagus garantiu que está em condições de assegurar o serviço a 100%, mas os sindicatos não acreditam.
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Para além de alguns tipos de transporte, estão igualmente marcados serviços mínimos para várias unidades de saúde, que deverão assegurar, nomeadamente urgências, tratamentos programados e recolha de órgãos. Os serviços de registos e os portos nacionais também têm marcados serviços mínimos, mas são esperadas perturbações a partir desta terça-feira que deverão prolongar-se por quinta-feira.
CGTP Sozinha no protesto
A CGTP convocou a greve geral contra o pacote laboral, mas a UGT não se associou ao protesto. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, rejeita que a greve geral seja extemporânea e reitera que cada central sindical será responsabilizada "pelo caminho que decidiu seguir".
Governo Diploma no Parlamento
O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento. O anúncio foi feito uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.
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