Inflação ganha peso nas preocupações dos gestores em abril

Conclusão de barómetro aponta situação internacional como a principal das preocupações.

13 de maio de 2026 às 19:52
Brómetro destaca ainda a subida expressiva das Cadeias Logísticas e de Abastecimento Foto: Direitos Reservados
Partilhar

A inflação ganhou peso nas preocupações dos gestores portugueses em abril, aumentando de 4,1% para 6,2%, e passou a ser a quarta principal preocupação, segundo o barómetro mensal do Fórum de Administradores e Gestores de Empresas (FAE).

A Taxa de Inflação ganhou relevância em abril, "refletindo uma renovada atenção às pressões nos preços", de acordo com os mesmos dados.

Pub

Apesar da subida da inflação, a Situação Internacional continuou a liderar as preocupações dos gestores, mantendo-se em 52,6%, sem alteração face a março.

"Os resultados de abril confirmam a manutenção de uma forte concentração das preocupações dos gestores na Situação Internacional", lê-se no documento esta quarta-feira divulgado.

Segundo o FAE, "a envolvente externa continua, assim, a dominar de forma claramente destacada o horizonte de risco percebido pelas empresas".

Pub

O barómetro destaca ainda a subida expressiva das Cadeias Logísticas e de Abastecimento, que passaram de 5,2% para 12,4%, assumindo-se como "a principal subida do mês".

"Num contexto ainda fortemente condicionado pela instabilidade global, observa-se, contudo, uma reconfiguração interna das restantes preocupações, com alguns ajustamentos relevantes", refere o FAE.

A categoria Governo e Política voltou a recuar, passando de 11,3% em março para 7,2%, "reforçando a tendência de desvalorização desta dimensão no curto prazo".

Pub

A Contratação e Retenção de Talentos desceu de 7,2% para 5,2%, embora se mantenha entre os temas mais votados, "evidenciando desafios estruturais persistentes no mercado de trabalho".

No mesmo patamar, a Concorrência e Modelo de Negócio subiu de 3,1% para 5,2%, "sinalizando uma renovada atenção aos desafios competitivos e à adaptação estratégica das empresas".

Já área de Impostos e Tributação apresentou uma ligeira redução, de 5,2% para 4,1%, mantendo "um peso intermédio", enquanto a Taxa de Juro permaneceu residual, descendo de 2,1% para cerca de 1%.

Pub

Nesta análise, existem também dados sobre o Índice de Otimismo dos gestores, que subiu pelo segundo mês consecutivo de 2,27 em março para 2,38 em abril, ainda que se mantenha em terreno negativo desde 2022.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar