Licenças para construção e reabilitação habitacional caem 10,2% até março

Volume de fogos licenciados em construções novas recuou 4,7% para um total de 10.155 alojamentos.

05 de junho de 2026 às 12:04
Casas Foto: João Cortesão
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As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.

De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), esta sexta-feira divulgada, o número de licenças emitidas para projetos de construção e reabilitação habitacional registou uma diminuição homóloga de 10,2% até março, para 4.930.

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Já o volume de fogos licenciados em construções novas recuou 4,7% para um total de 10.155 alojamentos.

Nos primeiros três meses de 2026, os dados da AICCOPN apontam ainda que o consumo de cimento no mercado nacional recuperou da contração que vinha registando, ao apresentar um crescimento homólogo de 2,2% para 960.000 toneladas.

No que respeita ao montante do novo crédito à habitação concedido pelos bancos, excluindo renegociações, aumentou 10,6% face ao mês homólogo, mobilizando 5.717milhões de euros até ao final de março.

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Segundo nota a AICCOPN, "este reforço do financiamento ocorreu num contexto de ligeira subida das taxas de juro, que interromperam a trajetória descendente dos últimos meses e se fixaram em 3,09% em março de 2026".

Relativamente ao valor mediano de avaliação bancária, registou uma valorização homóloga de 16,5% em março, sobretudo impulsionada pelo segmento dos apartamentos, que apresentou um aumento de 21,2%, enquanto as moradias registaram um crescimento "mais moderado", de 12,6%.

Analisando em mais detalhe a Região Autónoma dos Açores, a AICCOPN indica que, nos 12 meses terminados em março de 2026, foram licenciados 712 fogos em construções novas, uma quebra de 5% face aos 748 alojamentos licenciados no período homólogo.

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Do total de fogos licenciados na região, 19% eram de tipologias T0 ou T1, 32% a T2, 36% a T3 e 13% a T4 ou superior.

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