Montante em Certificados de Aforro cresce 5 mil milhões num ano
Descida da taxa de juro não trava subscrição do mais popular título de dívida pública. Portugueses têm mais de 40,8 mil milhões de euros em Certificados.
Os portugueses tinham subscrito 40 875 milhões de euros até ao final de fevereiro, mais cinco mil milhões do que no mês homólogo, de acordo com os dados do Banco de Portugal. Nunca os portugueses investiram tanto neste título de dívida pública, apesar do corte de juros na série F - a que está em vigor - cuja taxa se fixa este mês em 2,012%.
Os últimos dados disponíveis, relativos a fevereiro, mostram que já foram subscritos desde o início do ano 684 milhões de euros, dos quais 291 milhões em fevereiro. Ou seja, a queda nos dois primeiros meses da taxa de juro não travou a confiança dos portugueses que continuam a apostar nos certificados de aforro. Em março, a taxa voltou a cair mas a confirmar-se a tendência das últimas semanas de subida da Euribor a 3 meses, a remuneração poderá voltar a subir.
A contribuir para a popularidade dos certificados de aforro está a taxa de juro da série F, para além da facilidade de subscrição e dos baixos montantes exigidos, que continua a ser superior à maioria das taxas pagas pelos depósitos a prazo.
Os montantes aplicados nos certificados de aforro mantiveram-se mais ou menos constantes na primeira década do século, tendo atingido 18 mil milhões de euros em fevereiro de 2008. A partir daí, com a crise financeira mundial, o montante global foi-se reduzindo até cerca de nove mil milhões de euros em agosto de 2012. Dez anos depois, com o stock em cerca de 13 mil milhões de euros, a tendência inverte-se e regista-se um crescimento que atingiu agora o seu máximo histórico.
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