Multa a Tomás Correia não incluída nas contas do Montepio

Banco só provisionou 2,5 milhões para pagar a coima que lhe foi aplicada pelo regulador.

12 de março de 2019 às 01:30
Dulce Mota e Carlos Tavares apresentaram as contas do banco Foto: Tiago Sousa Dias
Tomás Correia Foto: Miguel Baltazar
António Tomás Correia, presidente do Grupo Montepio Foto: Raquel Wise/Sábado
Tomás Correia Foto: David Martins / Correio da Manhã

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O Banco Montepio não provisionou nas contas de 2018 a coima de 1,25 milhões de euros aplicada pelo Banco de Portugal a Tomás Correia, ex-líder do banco e atual presidente da Associação Mutualista (dona do Montepio).

Carlos Tavares, presidente não executivo do Montepio, avançou esta segunda-feira, na apresentação dos resultados de 2018, que a instituição reservou apenas 2,5 milhões de euros para pagar a coima aplicada à instituição no processo de contraordenação do Banco de Portugal.

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De fora, fica o valor da multa de Tomás Correia. Porém, é o banco a suportar as custas judiciais para a defesa dos ex-administradores, através de um seguro.

A provisão de 2,5 milhões de euros foi um dos fatores que pesaram nas contas do banco em 2018.

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Ainda assim, o Montepio apresentou um resultado positivo de 12,6 milhões de euros, no ano passado, quase o dobro face aos 6,4 milhões de euros, em 2017, impulsionado pela redução nos custos operacionais e pela redução das taxas de depósitos, revelou Dulce Mota, a nova presidente-executiva da instituição.

A venda do Banco Terra Moçambique e de uma carteira de crédito malparado também penalizaram as contas do banco.

Já sobre a possível saída de Tomás Correia da casa-mãe, Carlos Tavares disse que "muito ruído não é positivo para o banco".

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Banco vai abrir dez balcões no Interior

A primeira agência será inaugurada a 25 de março, em Abraveses (Viseu). Avanca (Estarreja), Pedras Salgadas (Vila Pouca Aguiar), Fão (Esposende), Ferro (Covilhã) ou Oiã (Oliveira do Bairro) também estão entre as localidades escolhidas.

Saíram 66 pessoas no ano passado

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PORMENORES 

Comissões baixaram

As comissões cobradas aos clientes ascenderam a 118 milhões de euros no ano passado, o que representa uma redução de 1,2% face ao ano anterior.

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Depósito durante um dia

A 31 de dezembro de 2017, um cliente depositou 405 milhões de euros no Montepio. No dia seguinte, retirou o dinheiro. O banco diz que o movimento "é normal" no sistema financeiro.

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