Nova unidade da refinaria de Sines começou a produzir gasóleo

A nova unidade da refinaria de Sines iniciou a produção de gasóleo, abrindo caminho para que Portugal deixe de importar e passe a ser exportador deste combustível, divulgou a Galp Energia.

17 de janeiro de 2013 às 11:24
Refinaria, Sines, Gasóleo, Galp Foto: d.r.
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A unidade de hidrocraqueamento tem capacidade para processar diariamente 43 mil barris de gasóleo de vácuo pesado, "tendo já atingido um nível de produção comercial com uma carga superior a 60%", referiu a empresa em comunicado.

Segundo a Galp Energia, a nova unidade de refinação "encontra-se atualmente a operar em condições processuais normais", sendo de prever "a estabilização da produção à carga máxima" até ao final de março.

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A entrada em funcionamento da unidade de hidrocraqueamento da cidade alentejana conclui, de acordo com a empresa, o projeto de conversão das refinarias de Sines e de Matosinhos, com um custo total de 1,4 mil milhões de euros.

"Com este investimento, o país passará não só a produzir gasóleo suficiente para satisfazer a totalidade das necessidades do mercado português, como a exportar este produto que até agora importava", pode ler-se no comunicado.

O equipamento central da unidade de hidrocraqueamento é um reator com 42 metros de altura e cinco metros de diâmetro, onde, "em condições extremas, as partículas de petróleo mais pesadas são fracionadas através da injeção de hidrogénio e por ação de catalisadores", explicou a Galp Energia aquando da inauguração do Centro de Investigação Prof. Ramôa Ribeiro, na refinaria de Sines, em junho de 2012.

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Tal "permite converter frações petrolíferas com elevado ponto de ebulição e pouco valorizadas em frações leves, mais valorizadas" e o hidrogénio possibilita "operar a temperaturas inferiores, com maior seletividade e com melhores rendimentos", esclareceu a empresa.

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