Peso da habitação já atinge quase 40% dos gastos

Valor médio anual fixou-se em 23 900 euros, dos quais 9390 euros foram para pagar despesas de habitação. Peso destes débitos desce à medida que o rendimento aumenta.

20 de junho de 2024 às 01:30
Foto: Ricardo Meireles
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O peso das despesas com habitação, incluindo eletricidade e água, continua a subir nos orçamentos familiares, tendo atingido quase 40%, em 2022/2023. Trata-se de um crescimento nominal de 44,4% face aos gastos em 2015/2016.

A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE), que analisou as despesas mensais das famílias no período entre 2022 e 2023 e a comparou com anos anteriores.

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A despesa média anual fixou-se, no período em análise, em 23 900 euros, dos quais 9390 euros foram canalizados para as despesas com a casa. Trata-se de um aumento de quase três mil euros face ao peso que assumia em 2015/2016, em grande parte devido ao aumento do valor do arrendamento.

De acordo com o INE, as rendas efetivas - que correspondem aos valores reportados pelos arrendatários - passaram de um valor médio de 520 euros (2015/2016), para 818 euros (2022/2023). Já as despesas médias com o abastecimento de água e com serviços relacionados com manutenção e reparação “mantiveram-se relativamente estáveis”.

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As despesas com produtos alimentares e bebidas não alcoólicas representam, por seu turno, 12,9%, seguidos dos transportes (12,1%).

Os dados revelam que o peso da despesa em alimentação na despesa total da família diminui à medida que o rendimento aumenta. Em sentido contrário, “os gastos relativos a lazer, recreação, desporto e cultura e a seguros e serviços financeiros aumentam à medida que o rendimento aumenta”, conclui o INE.

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