Portugal tem 2,7 milhões de toneladas em reservas petrolíferas
Para além de produtos petrolíferos físicos, tem também direitos de compra em países europeus.
Portugal conta com cerca de 2,7 milhões de toneladas de reservas petrolíferas, entre as que estão sob gestão da Entidade Nacional do Setor Energético (ENSE), as armazenadas pelos operadores e ainda as reservas comerciais. No entanto, para já, não têm faltado produtos petrolíferos, embora os preços estejam a subir desde o início do ataque ao Irão, tendo o barril de Brent - que serve de referência à Europa - se fixado esta terça-feira em torno dos 100 dólares.
Mais de 1,5 milhões de toneladas das reservas estratégicas, entre petróleo, gasolina, gasóleo e fuelóleo e GPL, encontram-se sob gestão da ENSE, a entidade central de armazenagem nacional. Em reservas físicas, entre o território nacional e França, Portugal conta com mais de 938 mil toneladas de produtos e com quase 624 mil toneladas em direitos ('tickets'), isto é, produtos reservados que podem ser mobilizados se necessário, e que se encontram em vários países europeus.
Reservas petrolíferas nacionais em toneladas no 4.º trimestre de 2025
A estas reservas, somam-se as dos operadores - cerca de 800 mil toneladas - e ainda as comerciais, que podem variar entre 400 a 600 mil toneladas, conforme os meses. Em termos práticos, a mobilização de todas estas reservas permitem assegurar o consumo nacional durante cerca de três meses e meio.
No âmbito da decisão da Agência Internacional de Energia (AIE), que pediu a libertação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas aos 32 países membros para evitar a escassez, Portugal vai libertar dois milhões de barris das suas reservas estratégicas, o que representa 10% do armazenado, cerca de 275 mil toneladas de produtos petrolíferos e derivados. Mas a AIE admite libertar mais.
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