Portugueses investem 24 milhões de euros por dia em certificados de aforro
Aumento da remuneração, motivado pelo avanço das taxas Euribor, contribui para o maior salto em três anos do montante aplicado pelas famílias no instrumento do Estado.
O montante investido pelas famílias em Certificados de Aforro deu, em maio, o maior salto mensal em três anos, atingindo um novo máximo de 42,4 mil milhões de euros. Durante o mês passado, as aplicações neste produto de poupança do Estado cresceram 755 milhões de euros (o correspondente a mais de 24 milhões por dia). Foi o 20.º mês consecutivo de crescimento do montante investido pelas famílias, segundo os dados do Banco de Portugal.
A contribuir para esta autêntica corrida aos certificados de aforro está o aumento da rentabilidade deste instrumento, que tem vindo a beneficiar do avanço das taxas Euribor que resultou do conflito no Médio Oriente. A taxa de juro dos certificados de aforro fixou-se em maio nos 2,195% e em junho subiu para os 2,215%. Esta remuneração continua a superar a dos depósitos a prazo, que são tradicionalmente o instrumento de poupança mais popular, mas que em abril - o último mês para que existem dados - rendiam, em média, 1,44% de juros.
Aos juros do aforro acrescem ainda os prémios de permanência, que na atual série F são de 0,25% do segundo ao quinto ano, 0,5% entre o sexto e o nono ano, 1% no 10.º e no 11.º ano, 1,5% nos dois anos seguintes ou 1,75% nos dois últimos anos do prazo. Outra boa notícia dada recentemente aos aforradores foi o aumento do limite máximo de subscrição dos certificados: de 100 mil unidades para 250 mil na atual série F e de 350 mil para 500 mil no acumulado entre as séries F e E.
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