Reduzir portagens custa 13,6 milhões

Autarcas esperavam reduções de 50 por cento.

21 de julho de 2016 às 08:36
Foto: Edgar Martins
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A redução de 15%, em média, no preço das portagens da A4, A22, A23, A24 e A25 a partir de 1 de agosto vai tirar 13,6 milhões de euros de receita ao Estado. "É um esforço significativo, mas que está dentro do orçamento", disse o ministro do Planeamento, Pedro Marques, na Covilhã.

A medida pretende discriminar positivamente as regiões mais desfavorecidas mas, para autarcas e condutores, é escassa: "Para ser uma medida diferenciadora, o desconto teria que ser de 30 a 50%", disse ao CM Luís Correia, o autarca de Castelo Branco.

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Os utilizadores defendem uma solução mais radical: "A abolição total de portagens é a única decisão que defende os interesses das regiões do interior do País", defende Marco Gabriel, da Comissão de Utentes da A23.

"Compreendo que as pessoas ambicionassem mais, mas o meu papel é tomar decisões responsáveis e sustentáveis", rematou Pedro Marques.

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No Sul, Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis do Algarve, tem a mesma opinião. "As portagens da via do Infante são um desastre económico com consequências terríveis para o aumento do número de acidentes da EN125."

A medida deixa de fora a A28, o que provocou mal-estar na região de Viana do Castelo.

Hoje, em Lisboa, pede-se a suspensão das portagens da ponte 25 de Abril, em agosto. O ministro diz que a medida "não está em cima da mesa". Está marcado um buzinão para as 8h00.

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