Segurança Social quer recrutar 27 chefias de topo
Governo à procura de novos diretores para institutos e direções gerais. Diretores dos centros distritais associados ao PSD
O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é, neste momento, o principal recrutador de chefias de topo do Governo. Entre concursos a decorrer e outros a abrir em breve, estão a ser recrutadas 27 chefias para institutos e direções gerais em todo o País.
Instituto de Informática, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são algumas das entidades que vão ter novas lideranças.
Entre os concursos abertos ou em vias de abrir pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP), destacam-se ainda os que visam selecionar os futuros diretores dos centros de distritais do Instituto da Segurança Social (ISS). A substituição este ano de mais de uma dezena de diretores dos centros distritais do Porto, Faro, Lisboa, Aveiro e Beja, entre outros, por dirigentes ligados ao PSD, levou o PS a questionar o Governo sobre estas nomeações temporárias. Não é de estranhar, por isso, que o Governo tenha pedido à CRESAP para iniciar o processo de recrutamento para estes postos de topo.
Recorde-se que o Ministério da Segurança Social, liderada por Rosário Palma Ramalho, reestruturou este ano vários organismos que tutela, entre os quais o ISS. Tratou-se, segundo o Governo, de adequar “a estrutura e os respetivos recursos humanos e financeiros aos atuais desafios que o sistema de Segurança Social enfrenta para que este instituto contribua ativamente para a transformação digital”.
Ao que apurou o CM, a reforma orgânica do Instituto da Segurança Social substituiu uma estrutura assente em oito departamentos por um modelo muito mais segmentado, com dezenas de unidades, núcleos e equipas especializadas, aumentando os cargos intermédios.
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