Tomás Correia impôs silêncio a ex-gestores do Montepio
Assembleia geral da Caixa Económica, com decisão única da mutualista, fixa que administradores não podem falar a reguladores.
A mesma assembleia geral da Caixa Económica Montepio, que destituiu a equipa de Félix Morgado e fixou o pagamento da defesa dos ex-gestores do banco, votou um outro ponto que impunha aos administradores demitidos a assinatura de um compromisso em que não dariam qualquer informação às autoridades sem informar previamente o Banco Montepio.
O economista Eugénio Rosa, que se recusou a assinar o documento, denuncia agora o caso.
A decisão foi tomada pelo acionista único do Banco Montepio, a associação mutualista, que foi representada precisamente por Tomás Correia.
Segundo Eugénio Rosa, "Tomás Correia aprovou uma proposta, feita por ele, de que os membros dos órgãos demitidos só receberiam as remunerações até ao fim do mandato, a que por lei tinham direito, se assinassem um compromisso escrito de que não dariam qualquer informação às autoridades sem antes informarem o Montepio e de, tendo informado o que iriam dizer, podendo o Montepio contestar que fossem dadas essas informações às autoridades".
"Eu recusei aceitar esta imposição ilegal de Tomás Correia, por isso não recebi as remunerações a que por lei tenho direito."
A mutualista reúne-se na quinta-feira em assembleia geral, para aprovar contas e fazer uma alteração aos estatutos. Os críticos de Tomás Correia querem garantir a presença do maior número possível de associados.
Só truque fiscal coloca as contas em terreno positivo
Também as poupanças dos mutualistas têm vindo a cair, excedendo os novos investimentos: 122,4 milhões em 2016; 373,8 milhões em 2017 e 191,2 milhões em 2018.
Banco vale mais nas contas da mutualista
É usado o chamado ‘valor de uso’.
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