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Construção lidera subidas nos salários

Aumento salarial na Função Pública foi de 2,3%, apesar de menos horas trabalhadas.

15 de novembro de 2018 às 01:30
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Construção lidera subidas nos salários

A construção foi o setor a registar o maior aumento nos salários entre julho e setembro. Face ao mesmo trimestre de 2017, o indicador aumentou 3,5%, mostram os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento do salário-base e o pagamento do subsídio de férias ajudam a explicam esta evolução. Nos últimos meses, foram vários os empresários do setor a queixar-se da falta de mão de obra, o que acaba também por encarecer as remunerações.

Contudo, esta tendência na construção poderá inverter-se nos próximos meses, alerta o economista Eugénio Rosa. Em causa está a dinâmica do crédito à habitação, que se tem contraído após as novas regras, mais restritivas, aplicadas pelo Banco de Portugal.

De julho a setembro, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) aumentou 1,5% no País, num balanço que inclui a subida dos custos salariais e a quebra do número de horas trabalhadas. Segundo Eugénio Rosa, o último fator pode explicar-se pela existência de mais contratos com horários variáveis ou ainda por horas extraordinárias que deixaram de se fazer - opções que o INE não concretiza.

Na Função Pública, o custo do trabalho subiu 1,2% no 3º trimestre: enquanto os custos salariais aumentaram 2,3%, o número de horas efetivamente trabalhadas no Estado diminuiu 1% de julho a setembro.

Portugal tem evolução na cauda da Europa

O INE, assente nos dados do segundo trimestre, comparou a evolução do Índice de Custo do Trabalho nos 28 países da União Europeia, nos quais a evolução média foi de 2,6%.

De abril a junho, Portugal registou a quarta evolução mais baixa, batendo só o Luxemburgo, Espanha e os Países Baixos.

Ao CM, o economista Eugénio Rosa lembra que, apesar de o país estar a criar mais postos de trabalho, esses novos empregos são feitos em setores com remunerações baixas, próximas do salário mínimo, como é o caso da restauração.

Arrendar tira isenção de IMT

Quem comprar casa para habitação própria e permanente e nos primeiros seis anos após a aquisição decidir alugar um quarto a turistas ou a estudantes tem de devolver ao Estado o benefício de IMT que recebeu no momento da escritura.

Esta correção tem de ser feita no prazo de 30 dias, refere um esclarecimento que consta de uma informação vinculativa publicada pela Autoridade Tributária.

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