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Portugal foi dos países onde os preços das casas mais subiram desde 2020

Dados da Pordata mostram que o País continua a ser dos que tem menos poder de compra. No custo das casas, só a Grécia ultrapassa os dados nacionais.

23 de fevereiro de 2026 às 00:01

Entre 2020 e 2024, o custo da habitação em Portugal aumentou 24,1%. Neste espaço temporal, foi o segundo país da União Europeia (UE) com um maior aumento e só a Grécia fica à frente (29%). Ambos os países estão bem acima da média dos 27 Estados-membros (0,2%) e foram os dois países em que este indicador mais cresceu. Em sentido contrário, foi na Finlândia e na Roménia que a habitação mais desceu, com taxas negativas de 16,3% e 12,6%. Os dados constam de um novo estudo organizado pelo portal Pordata, publicado hoje, no âmbito dos 40 anos da adesão de Portugal à UE.

Outro dos dados divulgados que salta à vista é que Portugal continua a ser um dos países onde o poder de compra das famílias é dos mais baixos. Isto apesar de o custo de vida no País continuar abaixo da média europeia, mesmo que o salário médio em Portugal, desde 2015, tenha aumentado 50,9% (acima da média europeia de 33,2%). No extremo oposto está o Luxemburgo, que acaba por ter o custo de vida mais elevado dos 27 mas, ao mesmo tempo, também tem o maior poder de compra. Segundo os dados analisados pela Pordata, o rendimento mediano das famílias do Grão-Ducado permitiria comprar quase duas vezes mais cabazes de bens essenciais do que em Portugal. Esse rácio é maior (de quase três vezes mais cabazes) quando comparado com a Hungria, a Eslováquia e a Grécia.

No que ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita diz respeito, os indicadores são também positivos para Portugal. Entre 2020 e 2024, aumentou 40% em valor nominal e 10% em valor real, sendo o sexto país da UE que mais cresceu neste indicador.

No entanto, a Pordata destaca que o rendimento do trabalho em Portugal para o PIB foi de 47,7 mil euros. Ou seja: Portugal é um dos países em que o trabalho menos rende em termos de economia interna, sendo o 19.º entre os 27 Estados-membros. Ainda assim, por cá, a contribuição do trabalho para o PIB foi quase o dobro da Bulgária (26 mil euros).

A Irlanda lidera neste campo, com cada trabalhador a contribuir, em média, 194,4 mil euros para a economia interna.

Dependência energética grande

A Pordata constata também que Portugal ainda tem uma grande dependência energética (64,5%). Ainda assim, o estudo destaca que houve uma redução de 5,7 pontos percentuais na última década. No contexto europeu, nenhum Estado-membro é independente em termos energéticos. Malta é o que tem maior necessidade de energia externa (98,4%). A Estónia é quem tem menos dependência energética (13%).

Poucos gases com efeito de estufa

O estudo mostra ainda que Portugal é o terceiro país da UE que menos emissões de gases com efeito de estufa tem. Ao todo, entre 2014 e 2024, Portugal emitiu 4,8 toneladas destes gases por habitante. À exceção da Cróacia e da Roménia, todos os países têm reduzido as suas emissões. A Estónia, o Luxemburgo (que, mesmo assim, continua a ser o que mais emite, com 11,2 toneladas/habitante) e Malta lideram esta redução.

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