Dados da Pordata mostram que o País continua a ser dos que tem menos poder de compra. No custo das casas, só a Grécia ultrapassa os dados nacionais.
Entre 2020 e 2024, o custo da habitação em Portugal aumentou 24,1%. Neste espaço temporal, foi o segundo país da União Europeia (UE) com um maior aumento e só a Grécia fica à frente (29%). Ambos os países estão bem acima da média dos 27 Estados-membros (0,2%) e foram os dois países em que este indicador mais cresceu. Em sentido contrário, foi na Finlândia e na Roménia que a habitação mais desceu, com taxas negativas de 16,3% e 12,6%. Os dados constam de um novo estudo organizado pelo portal Pordata, publicado hoje, no âmbito dos 40 anos da adesão de Portugal à UE.
Outro dos dados divulgados que salta à vista é que Portugal continua a ser um dos países onde o poder de compra das famílias é dos mais baixos. Isto apesar de o custo de vida no País continuar abaixo da média europeia, mesmo que o salário médio em Portugal, desde 2015, tenha aumentado 50,9% (acima da média europeia de 33,2%). No extremo oposto está o Luxemburgo, que acaba por ter o custo de vida mais elevado dos 27 mas, ao mesmo tempo, também tem o maior poder de compra. Segundo os dados analisados pela Pordata, o rendimento mediano das famílias do Grão-Ducado permitiria comprar quase duas vezes mais cabazes de bens essenciais do que em Portugal. Esse rácio é maior (de quase três vezes mais cabazes) quando comparado com a Hungria, a Eslováquia e a Grécia.
No que ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita diz respeito, os indicadores são também positivos para Portugal. Entre 2020 e 2024, aumentou 40% em valor nominal e 10% em valor real, sendo o sexto país da UE que mais cresceu neste indicador.
No entanto, a Pordata destaca que o rendimento do trabalho em Portugal para o PIB foi de 47,7 mil euros. Ou seja: Portugal é um dos países em que o trabalho menos rende em termos de economia interna, sendo o 19.º entre os 27 Estados-membros. Ainda assim, por cá, a contribuição do trabalho para o PIB foi quase o dobro da Bulgária (26 mil euros).
A Irlanda lidera neste campo, com cada trabalhador a contribuir, em média, 194,4 mil euros para a economia interna.
A Pordata constata também que Portugal ainda tem uma grande dependência energética (64,5%). Ainda assim, o estudo destaca que houve uma redução de 5,7 pontos percentuais na última década. No contexto europeu, nenhum Estado-membro é independente em termos energéticos. Malta é o que tem maior necessidade de energia externa (98,4%). A Estónia é quem tem menos dependência energética (13%).
O estudo mostra ainda que Portugal é o terceiro país da UE que menos emissões de gases com efeito de estufa tem. Ao todo, entre 2014 e 2024, Portugal emitiu 4,8 toneladas destes gases por habitante. À exceção da Cróacia e da Roménia, todos os países têm reduzido as suas emissões. A Estónia, o Luxemburgo (que, mesmo assim, continua a ser o que mais emite, com 11,2 toneladas/habitante) e Malta lideram esta redução.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.