page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

ANOS 90 MUDARAM PORTUGAL

A década de 90 marcou uma profunda viragem na qualidade de vida dos portugueses. Os resultados do Recenseamento Geral à População e Habitação (Censos) 2001, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que Portugal, apesar do envelhecimento progressivo da sua população, um fenómeno típico dos países desenvolvidos, conseguiu melhorar o seu desempenho em indicadores tão importantes como a taxa de emprego, a aquisição de casa própria, a redução do alfabetismo, o aumento do número de cidadãos com um curso superior.

22 de outubro de 2002 às 00:02

Do País fechado e com graves deficiências estruturais que aderira em 1986 à então Comunidade Económica Europeia, permanecem ainda sinais, mas é evidente o desenvolvimento registado em Portugal nestes dez anos.

Desde logo, a taxa de emprego, um indicador que mede a relação entre a população empregada e a população com 15 ou mais anos, aumentou, entre 1991 e 2001, de 52 por cento para 53,5 por cento. Nos dez anos em análise, a população empregada aumentou 13,4, com maior intensidade nas mulheres (25 por cento) do que nos homens (5,6 por cento).

As mudanças operadas em Portugal reflectiram-se também na crescente terciarização da economia portuguesa e na redução da importância dos sectores secundário (indústria, incluindo energia) e primário (agricultura, caça, silvicultura e pescas).

Entre 1991 e 2001, o número de empregados aumentou de 51,6 por cento para 59,9 por cento nos serviços e diminuiu de 27 por cento para 22,8 na indústria e de 10,8 por cento para cinco por cento na agricultura. O desenvolvimento português é também notório no ensino: o analfabetismo decresceu de 11 por cento para nove por cento e a maior parte da população completou os vários níveis de ensino.

A população residente aumentou cinco por cento, muito por causa do crescimento acentuado dos estrangeiros, que já representam 2,2 por cento dos cerca de 10,4 milhões de habitantes.

Um em cada três amortizam casa

Um em cada três portugueses residentes em casa própria amortizavam, em 2001, empréstimos bancários contraídos para a aquisição da habitação. Segundo o Censos 2001, o valor do encargo resultante da compra de habitação ronda em média, a nível nacional, os 300 euros por mês.

Os dados, apurados revelam que 31 por cento dos alojamentos ocupados pelo proprietário implicava o pagamento de empréstimos, quando há dez anos esta proporção era de 22 por cento. Lisboa é a zona onde há mais residentes (quase metade) com casa própria a pagar prestações aos bancos pela sua aquisição.

Já a Madeira é a zona do País onde os proprietários mais pagam pela casa onde residem, seguindo-se a zona Norte e Lisboa, onde o preço da habitação é mais elevado. Isto explica-se pelo facto de ter sido nas zonas suburbanas da Grande Lisboa que mais cedo começou a generalização do acesso ao crédito à habitação.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8