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Correio da Manhã

Economia
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Antigo diretor da CGD entrega Armando Vara no Vale do Lobo

Alexandre Santos disse que financiamento partiu do ex-administrador.
Diana Ramos 17 de Abril de 2019 às 08:23
Alexandre Santos (à esq.) era diretor comercial de empresas do sul na CGD e respondia ao administrador Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
Alexandre Santos (à esq.) era diretor comercial de empresas do sul na CGD e respondia ao administrador Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
Alexandre Santos (à esq.) era diretor comercial de empresas do sul na CGD e respondia ao administrador Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
Armando Vara
O antigo diretor comercial da CGD para a área sul do país confirmou que o financiamento ao resort Vale do Lobo, no Algarve, foi iniciativa de Armando Vara, ex-administrador do banco público.

Alexandre Santos disse na comissão de inquérito que o dossiê surgiu pela mão de Vara, com a proposta de financiamento e montagem do investimento já trabalhada. "Caso único", frisou aos deputados.

"Com o dossiê já preparado, não tenho memória de outro caso", reconheceu Alexandre Santos em resposta à deputada centrista Cecília Meireles.

O responsável pela direção comercial de empresas do sul explicou também que foram os investidores que rejeitaram as condições de financiamento apresentadas pela direção de risco para minimizar potenciais perdas com o negócio.

O antigo diretor da Caixa explicou também que foi Vara quem o informou que o negócio de Vale do Lobo iria ser apoiado pelo banco público numa outra modalidade: entrando a CGD diretamente no capital da sociedade.

A CGD entrou com 28 milhões de euros, ao passo que os parceiros de Vale do Lobo entraram apenas com seis milhões.

Apesar disso, o banco público ficou com 25% da sociedade e os investidores privados com 75% do capital.

Negócio gerou luvas de dois milhões de euros
Armando Vara e José Sócrates terão recebido, segundo a acusação do Ministério Público na Operação Marquês, luvas de um milhão de euros, cada um, do empreendimento de Vale do Lobo.

Os subornos terão sido uma compensação pelo financiamento da CGD a investidores portugueses, entre os quais Diogo Gaspar Ferreira, para a compra de Vale do Lobo, em 2006. Gaspar Ferreira é arguido no caso Marquês.
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