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Aumento de taxas a pagar por toldos indigna comerciantes do Barreiro

O aumento nas taxas a pagar pelos comerciantes para terem toldos está a indignar os comerciantes do concelho do Barreiro, que lembram as dificuldades económicas que já estão a passar. <br/><br/>

13 de março de 2011 às 12:10

Carlos Brás, proprietário de uma loja, disse à agência Lusa que pagava 64 euros pelos dois toldos e que a factura mais recente é superior a 180 euros.

"A autarquia não informou de nada, apenas vi quando recebi o papel da factura. A medição era feita em metro linear e era oito euros o metro e agora a autarquia passou a cobrar ao metro quadrado (m2) e com o valor de 13 euros cada", explicou.

O comerciante garante que vai retirar os toldos e defendeu que tem conhecimento que a situação não é igual em outros concelhos vizinhos.

"O negócio está mau, todos se queixam do mesmo e a fazerem isto estão mandar abaixo o pequeno comércio, não consigo perceber. Sei que não vai valer de nada, mas estamos a fazer um abaixo-assinado e está a ser ponderado ir um grupo grande ao mesmo tempo à autarquia para dar baixa dos toldos",  referiu.

Outra comerciante do Barreiro, Aurora Jacinto, lembrou que a abertura de algumas grandes superfícies comerciais no concelho já trouxe mais dificuldades ao pequeno comércio e que esta medida é mais uma.

"Pagava 38 euros e agora terei de pagar 108, é só fazer as contas para ver o aumento. Abriram grandes superfícies perto de nós, é certo que criaram mais emprego mas prejudicou o pequeno comércio e agora foi esta situação",  afirmou.

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, explicou que há cerca de um ano foi obrigatório por lei que a Câmara actualizasse todas as taxas e tarifas.

"Como era uma situação complexa, contratamos uma empresa com experiência para fazer esse trabalho. Houve taxas que não aumentaram nada e houve alguma com aumentos significativos e admito que essa dos toldos seja uma delas", referiu.

O edil explicou que a autarquia está a avaliar todas as taxas e tarifas, mas disse que os eventuais ajustamentos que possam ocorrer serão a médio prazo e seguindo todo o caminho formal e dentro da lei.

"Estamos a dar um espaço de avaliação para depois ver os aspectos menos correctos, pois são muitas taxas. Já estamos a trabalhar nesse sentido e  estamos a ver a evolução das coisas, pois algumas das taxas ainda agora estão a surgir", disse.

Carlos Humberto referiu ainda que respeita todas as posições que os comerciantes possam vir a tomar.

"Respeito o que os comerciantes possam vir a fazer e a alterar este processo só a médio prazo e a seguir todo o caminho formal. A chegada de sugestões podem ajudar nesta reflexão. Se reparamos o aumento é significativo, mas os valores em si não são por ai além, mas hoje em dia tudo conta", concluiu.

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