Garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026.
O Bankinter Portugal emprestou 175 milhões de euros em crédito à habitação com garantia pública, disse o responsável pelo banco numa conversa com jornalistas, estimando que até final do ano o banco deve esgotar a totalidade da sua quota da garantia pública.
Segundo o diretor da sucursal do Bankinter em Portugal, Alberto Ramos, entre janeiro de 2025 e fevereiro deste ano o banco emprestou 175 milhões de euros em crédito para compra de casa com garantia pública e usou 44% da sua quota de garantia pública.
Alberto Ramos estimou que até final do ano o banco gaste a totalidade da sua quota (60 milhões de euros) e empreste cerca de 400 milhões de euros em crédito à habitação com garantia pública. Afastou, para já, um pedido de reforço da quota.
A garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação. Na prática, a medida permite que os jovens consigam obter 100% do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite.
O Governo definiu o montante máximo da garantia pública em 1.200 milhões de euros, sendo distribuída uma quota a cada banco.
Questionado sobre a razão para o Bankinter estar a ser menos célere na concessão de crédito com garantia pública, o responsável disse que o banco está satisfeito com os empréstimos concedidos.
"Temos conseguido atrair crédito de boa qualidade, estamos satisfeitos com o crédito que temos, a qualidade do mesmo", disse na conversa com jornalistas.
O Bankinter está presente em Portugal há 10 anos (celebra no dia 01 de abril). O grupo espanhol teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.
Os resultados antes de impostos do Bankinter Portugal em 2025 foram de 210 milhões de euros, um crescimento de 7% face a 2024.
Sobre as moratórias criadas para os clientes (famílias e empresas) afetados pelo comboio de tempestades, o presidente do Bankinter Portugal disse que "não afetou muito clientes do Bankinter".
Até agora, pediram moratória 97 clientes com créditos totais no valor de 20 milhões de euros, dos quais cerca de 65% são empresas e os restantes particulares. A maior concentração é nas zonas de Leiria e Santarém.
Quanto às linhas de crédito de apoio às empresas, o Bankinter fez 101 operações de crédito, no valor de 25 milhões de euros. Estão em fase final de contratação 57 operações no valor de 10 milhões de euros.
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