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BCE fará o que for "necessário" para manter a inflação "sob controlo"

Subida dos preços da energia preocupa europeus.

10 de março de 2026 às 23:20

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou esta terça-feira que a instituição monetária fará tudo o que for "necessário" para que "a inflação esteja sob controlo" face à subida dos preços da energia, devido à guerra no Médio Oriente.

"Faremos tudo o que for necessário para que a inflação esteja sob controlo e para que os franceses, os europeus, não sofram aumentos da inflação do tipo daqueles que vimos nos anos de 2022 e 2023", desencadeados pela guerra na Ucrânia, afirmou Christine Lagarde numa entrevista na France 2 e France Inter, ao mesmo tempo que sublinhou que a situação era "muito diferente".

Questionada sobre um eventual aumento das taxas de juro no futuro, a presidente da instituição não respondeu, invocando a forte "incerteza" que persiste em relação à situação no Médio Oriente.

A próxima decisão de política monetária do BCE é esperada para 19 de março, no dia seguinte à reunião do comité de política monetária da Reserva Federal americana (Fed).

Lagarde também insistiu que a situação era "muito diferente de 2022", aquando do início da guerra na Ucrânia, alegando que "a inflação está sob controlo" e "o crescimento é bastante resistente" na zona euro.

Além disso, as "ordens de grandeza em termos de aumento de preços" da energia não são os mesmos, em comparação com o disparo após a invasão russa da Ucrânia, sublinhou.

"Em contrapartida, o que é muito diferente é que temos um grau de incerteza e um grau de volatilidade absolutamente surpreendente, que não tem equivalente em 2022", acrescentou.

Os preços do petróleo dispararam até quase 120 dólares na segunda-feira, subindo cerca de 30%, antes de moderarem fortemente a sua alta.

Chegaram mesmo a cair na terça-feira até mais de 11%.

Em 2022, a guerra na Ucrânia tinha impulsionado os preços do petróleo próximos dos seus recordes de 2008, com o Brent, a referência mundial, atingindo 139,13 dólares por barril e o WTI, o seu homólogo americano, 130,50 dólares.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.

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