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Bens de Intermarché insolvente vendidos por 100 mil euros

Os bens do Intermarché do Bombarral, que está em insolvência, foram vendidos por cem mil euros em leilão, o que permitirá pagar parte da dívida aos trabalhadores, disse nesta terça-feira um dos advogados do processo.

31 de maio de 2011 às 13:02

No inventário de bens, o património existente, desde mobiliário, maquinaria e mercadoria, estava avaliado em 60 mil euros e acabou por ser vendido por 100 mil euros, ao único proponente que apareceu.

O advogado informou à Lusa que ficou "tudo vendido" e que o dinheiro vai servir para "pagar os créditos em dívida aos trabalhadores", 153 mil euros, e as dívidas à segurança social, considerados os credores privilegiados.

"Os salários em atraso já tinham sido pagos pelo Grupo Mosqueiteiros, que depois veio a constituir-se como credor, e este dinheiro vai servir para pagar indemnizações, horas extraordinárias, compensações por rescisão de contratos".

Além disso, "ainda há 50 a 75 mil euros a receber" de dinheiro que a insolvente tinha para receber.

O Intermarché encerrou em Novembro, cessando a actividade do hipermercado e de um posto de combustível e deixando no desemprego 23 trabalhadores.

Entre as causas da insolvência está o "decréscimo acentuado do volume  de negócios" e as "graves dificuldades económicas" que a deixava "incapacitada de fazer face às suas obrigações, refere o relatório a que a agência Lusa  teve acesso.

Em 2008 e 2009, apresentou resultados negativos de, respectivamente, 412 e 344 mil euros, que conduziram à falência técnica da empresa ainda em Dezembro de 2008, comprovada em 2009 por ter um capital próprio negativo de 618 mil euros.

A insolvente ficou com dívidas por pagar aos trabalhadores, à banca, à segurança social e outros credores no valor de cerca de três milhões de euros, de acordo com os créditos agora a ser reclamados em tribunal.

A insolvência foi pedida pela própria empresa em Dezembro.

O Intermarché do Bombarral (unidade do Grupo Os Mosqueteiros) era explorado pela sociedade "Sodibombarral -- Supermercados, Lda", detida na quase totalidade por José Dias.

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