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Correio da Manhã

Economia
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Câmara promete ajudar trabalhadores da Cerâmica de Valadares

O vereador da Câmara de Gaia, Mário Fontemanha, prometeu esta segunda-feira ajudar os trabalhadores da Cerâmica de Valadares que se encontram com salários em atraso no que se refere, nomeadamente, ao pagamento da água, das refeições escolares e de medicamentos.
20 de Agosto de 2012 às 14:14
Cerca de meia centena de trabalhadores em situação de lay-off exigem o "pagamento das promessas de ajuda"
Cerca de meia centena de trabalhadores em situação de lay-off exigem o 'pagamento das promessas de ajuda' FOTO: Lusa

"Ninguém terá a água cortada por falta de pagamento" e "não perderão a casa por falta de pagamento do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) ", garantiu o autarca, em representação do presidente da câmara, que se encontra de férias, acrescentando: "Iremos solicitar nas escolas que tenham em atenção a vossa situação".

Cerca de meia centena de trabalhadores em situação de lay-off (suspensão temporária dos contractos de trabalho) desfilaram esta segunda-feira entre as instalações da fábrica de Valadares e a Câmara de Gaia para exigir "o pagamento das promessas de ajuda" feitas por Luís Filipe Menezes.

Gritando palavras de ordem como "mentirosos" e "Assim não pode ser, prometer e não fazer", os trabalhadores queixavam-se do incumprimento de promessas feitas em Fevereiro pelo presidente da autarquia, que não tiveram qualquer consequência.

Mário Fontemanha admitiu "que as coisas de vez em quando falham" devido, muitas vezes, "a falta de coordenação", mas garantiu que desta vez tal não acontecerá porque serão nomeadas pessoas para fazer a ponte com os trabalhadores, a empresa Águas de Gaia e as escolas.

"Sabemos que estão a viver grandes dificuldades, a Câmara não tem dinheiro para vos dar, mas irá ajudar dentro dos limites da sua acção. Arranjaremos aqui uma forma de agilizar procedimentos para minimizarmos o vosso sofrimento", afirmou.

O autarca falava para uma plateia de trabalhadores, que por vezes se manifestavam incrédulos no que ouviam, reunida no salão nobre do edifício da Câmara.

Mário Fontemanha afirmou que irá também solicitar uma reunião à administração da Cerâmica de Valadares para "saber o que se passa porque compreendemos que ninguém pode viver na incerteza".

Desde a última terça-feira que os trabalhadores em lay-off (com salários e subsídios de férias em atraso) mantêm trancas à porta da fábrica durante o horário laboral (das 08:00 às 17:00), impedindo a entrada e saída de viaturas e pessoas.

O salário de Julho para os cerca de 200 funcionários em lay-off já foi entregue pela Segurança Social à administração da empresa de cerâmica, mas o dinheiro ainda não chegou às mãos dos trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores reúne-se na terça-feira, às 11:00, com responsáveis da Segurança Social, no Porto.

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