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Carlos Costa Pina defende que quem vende não deve ter pressa

O antigo secretário de Estado do Tesouro de José Sócrates, Carlos Costa Pina, afirmou esta quinta-feira que "quem vende não tem pressa", defendendo que "há que reflectir", se se considerar que as condições do mercado para privatizar empresas "não são favoráveis".

06 de dezembro de 2012 às 19:17

Relativamente aos prazos definidos para a privatização de empresas públicas, Costa Pina disse, na conferência ‘As privatizações não se discutem?’, em Lisboa, que "quanto mais pressão se colocar ao nível do prazo, mais difícil se torna obter as melhores condições de financiamento e, com isso, assegurar a competitividade do projecto".

Já à margem do colóquio, em declarações aos jornalistas, o ex-governante referiu que "um dos critérios absolutamente essencial" nos memorandos de entendimento com os credores internacionais foi "acautelar as operações de privatização, tendo em conta as condições adequadas de mercado para as poder realizar".

"Se se chegar à conclusão de que as condições de mercado não são as mais favoráveis para quem vende e quem vende não pode ter pressa, então há que reflectir, porque mais importante do que as questões de liquidez são as questões de natureza estratégica", defendeu Carlos Costa Pina.

Para o antigo governante, "o que deve ditar uma política e uma estratégia de privatizações são os objectivos de médio longo prazo associados a essa estratégia", garantindo que a venda de empresas públicas contribui para a internacionalização das empresas portuguesas.

Tudo isto, reiterou, "acautelando o interesse financeiro e patrimonial do Estado associado ao encaixe financeiro".

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