Os carros batidos cujos proprietários preferem vender a ter de se preocuparem com reparações ou as viaturas em estado de perda total podem agora ser leiloados na internet.
A iniciativa partiu de uma empresa leiloeira, a Luso-Roux, que garante que este tipo de negócio tem bastante procura por parte de oficinas, sucateiros e comerciantes de peças.
A ideia de lançar este tipo de leilões nasceu da experiência da empresa na peritagem de viaturas sinistradas a pedido de seguradoras, explicou ao CM a directora comercial da Luso-Roux, Ana Luísa Ferro.
“Fazia sentido que estes carros fossem colocados no mercado e a resposta tem sido bastante positiva”, sustentou aquela responsável. Os veículos são adquiridos tanto por oficinas, que os reparam e voltam a vender, como por sucateiros e comerciantes de peças que aproveitam as partes boas das viaturas para vender.
De acordo com Ana Luísa Ferro, a leiloeira é contactada maioritariamente por seguradoras que ajudam os segurados a desfazerem-se de carros em estado de perda total e, assim, aumentarem o valor da indemnização paga. Mas os particulares que o desejem também podem contactar a empresa e colocar o seu veículo a leilão no ‘site’ www.luso-roux.pt.
Diariamente há perto de três dezenas de carros em leilão, com preços-base que vão dos 50 aos 3500 euros ou mais, consoante a data da matrícula e o estado do veículo. Uma vez colocados em leilão, os veículos podem ser licitados durante 24 horas. “Após esse período, informamos o proprietário sobre o valor atingido e este decide se quer vender”, adiantou Ana Luísa Ferro, sublinhando que todos os licitantes têm de estar registados junto da empresa de modo a evitar fraudes.
PORTUGUESES QUEREM CASAS MAIS BARATAS
Os leilões de imóveis estão a ser cada vez mais procurados pelos portugueses, que vêem aqui uma oportunidade de adquirirem casa a um preço bastante mais baixo que o normalmente praticado por construtores ou proprietários. Inicialmente, este tipo de leilões era organizado trimestralmente, mas desde o início do Outono passaram a ser mensais devido à elevada procura.
O aumento da procura é um sinal de que os portugueses estão mais informados sobre como poupar na compra de casa, mas é também um sinal da crise económica que afecta o País. As casas levadas a leilão foram recuperadas pelos bancos por os respectivos proprietários não pagarem os créditos hipotecários.
Os imóveis são, depois, vendidos a um preço mais baixo que o do mercado por os bancos se limitarem a exigir para si o montante em dívida do referido crédito. Deste modo se explica que, no último leilão de imóveis realizado em Lisboa pela Luso Roux, se tenha vendido um apartamento T2 em Setúbal por 35 mil euros ou uma vivenda com quatro assoalhadas em Óbidos por 135 mil euros.
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