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Morais Pires: "Há os donos disto tudo, mas eu não era o faz-tudo"

Ex-administrador financeiro do BES, Amílcar Morais Pires, foi ouvido na comissão de inquérito ao BES.

11 de dezembro de 2014 às 16:52

00h30: Terminou a audição de Amílcar Morais Pires, ex-administrador financeiro do BES e braço-direito de Ricardo Salgado na instituição, na comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES. Esta audição durou sensivelmente seis horas e meia.

sexta-feira, 00h01: Amílcar Morais Pires afirmou que "no banco, toda a ligação institucional com o Governo, o Banco de Portugal e com a CMVM eram da responsabilidade do dr. Ricardo Salgado". Portanto, se houve ou não gestão política [da crise no BES], eu não faço ideia, concluiu o ex-administrador financeiro do BES 

23h49: 

23h40: 

23h35: 

23h22: Em resposta a uma questão do deputado Pedro Nuno Santos, do Partido Socialista, sobre a questão de poder ter vendido todo o património não financeiro do GES e apenas salvar o BES, Amílcar Morais Pires ripostou que se se vendesse tudo isso (companhia de seguros tranquilidade, hotéis, imóveis...) sem contar com a ESI - que era uma holding de topo que reúne os dois ramos - faltariam sempre 2,4 mil milhões de euros. Desta forma, o gestou considerou que "a questão seria irresolúvel" apenas com essa solução. 

23h11:

22h59:

22h44: Questionado sobre as razões que levaram Salgado a sempre se recusar recorrer à linha de capitalização da 'troika' para a banca, Morais Pires recusou-se a comentar diretamente a opção. "É uma boa questão e não faço insinuações", atirou. Mas realçou: "No BES, tenho a convicção de que nenhum gestor tinha noção que havia desequilíbrios da dimensão que se vieram a ver". Morais Pires acrescentou que, "quando houve a linha de capitalização, foi no âmbito de um exercício feito pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) sobre a exposição aos países periféricos", no qual o BES apresentou "menos valias potenciais de apenas 100 milhões de euros". Daí, concluiu que "o BES não tinha nenhuma legitimidade para pedir apoio da linha de capitalização".

22h39: Em resposta a uma questão do deputado Miguel Tiago, do PCP, sobre as funções de várias offshores ligadas ao Grupo Espírito Santo (GES) e ao BES, Amílcar Morais Pires respondeu: "do que eu sei nada disto é identificado com o BES". O gestor aconselhou depois o deputado a consultar "um extenso organograma" sobre todas as empresas ligadas ao GES, garantindo que "ou os reguladores ou o próprio grupo têm toda essa informação".

22h31: Amílcar Morais Pires manifestou a sua "firme convicção que o Governo angolano ia continuar a apoiar o BES Angola", garantindo que até à sua saída do banco, a 22 de julho, nunca teve nenhuma indicação nesse sentido.Por outro lado, considerou que "o Estado [Português] nunca iria injetar dinheiro no BES para salvar a ESI (Espírito Santo International)".

22h22: Segundo Amílcar Morais Pires, a manutenção das linhas de financiamento, a continuação da efetividade da garantia soberana de Angola e a alienação ordenada dos ativos do Grupo Espírito Santo (GES) seriam a chave para a sobrevivência do BES. O gestor considerou ainda que o encaixe com a venda da seguradora Tranquilidade, caso houvesse mais tempo para consumar o negócio, teria sido muito superior. E disse que a entrada de 700 milhões de euros oriundos da Venezuela no capital da Rioforte teria dado fôlego a esta 'holding' de topo do GES.

22h16: Retomados os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

21h40: Pausa para jantar.

21h39: Amílcar Morais Pires foi questionado pela deputada Cecília Meireles "sobre o que fez para solucionar o problemas de Angola", do BES Angola, corrigiu rapidamente a deputada. Amílcar Morais Pires sorriu e vaticinou..."bom..como já sei que vou ficar com o cognome de faz-tudo...", ao que a deputada do CDS-PP retorquiu: "tenho dificuldade [durante as inquirições nesta comissão parlamentar] em encontrar alguém que faça alguma coisa".

21h24: O antigo administrador financeiro do BES disse que o departamento da contabilidade era, na gestão do banco, um pelouro do presidente executivo, Ricardo Salgado. Tal era "uma opção do próprio" Salgado, sublinhou Morais Pires. Sobre o modelo de governação do BES, muito centrado no seu líder histórico, Ricardo Salgado, o antigo braço direito de Salgado disse que era um modelo com "defeitos e virtudes", sendo a centralização de competências um fator que pode ser visto como negativo. "Pode haver sempre melhorias. Não conheço todas as práticas", acrescentou ainda o antigo administrador financeiro.

21h13: Questionado pela deputada Cecília Meireles, do CDS-PP, para quantificar as perdas do banco desde o anúncio formal da substituição da gestão do BES até à tomada de posse de Vítor Bento (cerca de 23 dias), Amílcar Morais Pires respondeu que "a parte significativa da perda de depósitos ocorreu depois de dia 11". De acordo com estimativas do ex-administrador financeiro do BES, "o banco pode ter perdido 6,8 mil milhões de euros em depósitos de 30 de junho até 28 de julho - dos quais 5,8 milhões entre dias 10 e 28". "Segundo a minha estimativa, o BES só tinha perdido cerca de mil milhões de euros até dia 11 e, do dia 11 em diante - quando se dá a cooptação - perde cerca de 5,8 mil milhões".

21h09: Em resposta a uma questão da deputada Ana Paula Vitorino, do PS, Amílcar Morais Pires mostrou-se convicto que o BES "podia ter sobrevivido" e que "o fundo de resolução expõe indiretamente os contribuintes". "Acho que entre dia 3 e dia 30 [de julho] poder-se-ia ter feito mais para recapitalizar o banco" - disse o gestor, acrescentando - "acho que o fundo de resolução, como está estruturado, expõe indiretamente os contribuintes e, portanto, acho que teria sido preferível uma recapitaqlização direta da instituição". 

20h52: Quando questionado sobre o processo de blindagem do BES, feito pelo Banco de Portugal, Amílcar Morais Pires respondeu que "devia ter sido encontrada uma solução que não suspendesse o ciclo de refinanciamento do grupo". Segundo o ex-administrador financeiro do BES, "o que aconteceu foi a interrupção do ciclo de refinanciamento e um processo sucessório atabalhoado".

20h40: Questionado pela deputada socialista Ana Paula Vitorino, sobre a identidade dos titulares de crédito mal parado, Amílcar Morais Pires respondeu que não tem a "lista de clientes". "Ouvi dizer que eram pessoas da nomenclatura, mas não tenho nenhuma prova, nem quero saber", retorquiu o banqueiro.

20h34: Amílcar Morais Pires voltou a invocar algumas vezes o segredo de justiça, sempre que era confrontado com perguntas sobre a Eurofin, empresa com sede na Suíça e com papel destacado na crise do Grupo Espírito Santo (GES). Sobre a matéria, Morais Pires apenas realçou que "uma coisa é o processo de emissões do BES, e outra é a circularização que essas obrigações alegadamente terão tido". Na terça-feira, Ricardo Salgado também foi questionado no parlamento sobre o alegado esquema de compra de obrigações através da Eurofin e o 'desaparecimento' de mais de 700 milhões de euros de mais-valias realizadas com o mesmo, já na última fase da antiga equipa de gestão do BES. Na ocasião, Salgado afastou qualquer tipo de atos ilegais de gestão.

20h21: Em resposta a uma questão sobre o facto de não ter informado o Banco de Portugal da situação no ESI, Amílcar Morais Pires ripostou que "não foi só um administrador que ficou desapontado" com os problemas do ESI, garantindo que "há maneiras diferentes de reagir". "Havia 25 administradores no BES, dos quais 5 franceses e todos nós ficámos decepcionados e desapontados com a situação" disse o ex-administrador financeiro do BES.

"SALGADO ERA UMA PESSOA INFORMADA, QUE DAVA ATENÇÃO AOS DETALHES"

20h10: Amílcar Morais Pires afirmou, com ironia, que é visto como "o braço direito, esquerdo, o mindinho e tudo mais" do dr. Ricardo Salgado, mas sublinhou que havia também outras "pessoas muito importantes a trabalhar no Banco Espírito Santo, e uma delas é o dr. José Maria Ricciardi". "É preciso fazer aqui um juízo de valor objetivo, porque eu não era o número dois do banco", explicou o antigo administrador financeiro do BES, reforçando que "o responsável pelo BESI [José Maria Ricciardi] tinha o poder de bloquear" muitas ações de gestão dentro do banco.

20h02: Quando questionado pelo deputado social-democrata Duarte Marques, sobre se é verdade "que nada se fazia no GES sem o conhecimento do dr. Ricardo Salgado", o antigo braço direito de Ricardo Salgado disse que "é normal que ele fosse informado de todas as situações" que ocorriam no grupo, até porque "normalmente na banca os sistemas [de governação] são presidencialistas". "Se o dr. Ricardo Salgado era um banqueiro reputado e o responsável máximo do banco, é natural que fosse informado de tudo", referiu amílcfar Morais Pires.

19h55: Em resposta a uma questão da deputada bloquista Mariana Mortágua, sobre um negócio realizado entre a ESI e a Espírito Santo Turismo, Amílcar Morais Pires disse que "não tinha, nem como [administrador] executivo nem como [administrador] não executivo, nenhuma responsabilidade na ESI. " Disse-lhe no início que a minha responsabilidade fiduciária é no BES e está-me a falar da relação entre a ESI e a Espírito Santo Turismo", disse o ex-administrador financeiro do BES.

19h49: Questionado pelos deputados sobre se achava que o BES podia ter sobrevivido, caso se tivesse concretizado a entrada do fundo norte-americano Blackstone no seu capital, Amílcar Morais Pires disse estar convencido que sim. "Os esforços desenvolvidos na reunião de 11 de julho para que fosse encontrada uma solução de capitalização privada do banco mostram que eu acreditava na sobrevivência do banco", afirmou.

19h44: O antigo administrador financeiro do BES disse que estava acordado com a Blackstone um aumento de capital, que salvaria o banco, mas que o Banco de Portugal (BdP) preferiu avançar com a cooptação da equipa de Vítor Bento. "A contratação da Blackstone [fundo norte-americano] permitiria preparar uma oferta vinculativa de aumento de capital a apresentar na segunda-feira na abertura dos mercados e, deste modo, estabilizar a cotação da ação, o preço das obrigações (custo da dívida nos mercados) e interromper a fuga de depósitos e o corte das linhas interbancárias", afirmou o banqueiro. "Ao invés, o Banco de Portugal ordenou a convocatória do Conselho de Administração do BES para proceder à cooptação do dr. Ricardo Salgado, do dr. José Manuel Espírito Santo e do dr. José Maria Ricciardi pelo dr. Vítor Bento, dr. João Moreira Rato e dr. José Honório", acrescentou.

19h39: O antigo administrador financeiro do BES lamentou que a sua carreira no setor bancário tenha sido interrompida ao fim de 28 anos, e declarou no parlamento que não era o "faz tudo" da entidade. Amílcar Morais Pires sublinhou que acordou com Vítor Bento a 13 de julho a sua saída do Conselho de Administração do banco, e rescindiu inclusive o seu contrato com o BES no dia 23 do mesmo mês. "Havia o 'dono disto tudo' mas eu não era o 'faz tudo'", sublinhou ainda o antigo quadro do BES, num tom descontraído. "O BES tinha de desaparecer? Eu acho que não. Esta é a convicção do cidadão Amílcar Morais Pires", acrescentou também. Morais Pires esteve indigitado para suceder a Ricardo Salgado na presidência executiva do BES aquando da saída do banqueiro histórico.

"HÁ OS DONOS DISTO TUDO, MAS EU NÃO ERA O FAZ TUDO"

19h33: O antigo administrador financeiro do BES, reforçou que "a gravidade da situação poderia conduzir o BES a ter de recorrer à facilidade de emergência do Banco Central Europeu [Emergency Liquidity Assistance (ELA)], e por isso, não apoiava em consciência as manifestações públicas das autoridades portuguesas no conforto que davam à população relativamente à situação do BES". Segundo o responsável, a ata da reunião de 11 de julho foi assinada e imediatamente remetida para o Banco de Portugal. "Este meu apelo foi ignorado e, além disso, perdeu-se a última oportunidade de recapitalizar o BES através de fundos privados no fim de semana do dia 12 e 13 de julho", acusou Amílcar Morais Pires.

19h25: Amílcar Morais Pires, garantiu que a 11 de julho alertou a administração do banco que o acumular de fatores de 'stress' desde o início de julho criava condições para uma "tempestade perfeita". Morais Pires disse que na altura avisou que a "caracterização dos fatores de 'stress' que afetavam o banco, a saída de depósitos, a evolução muito desfavorável dos títulos do BES, no mercado acionista e obrigacionista, as descidas de 'rating'", constituíam "uma 'tempestade perfeita'" que se podia agravar no decurso da semana seguinte, "nomeadamente em consequência de um eventual incumprimento do GES [Grupo Espírito Santo]".

19h17: Amílcar Morais Pires referiu que a dra. Isabel Almeida era diretora-geral do banco e reportava a si próprio, administrador financeiro do BES e, nas suas ausências, ao dr. Ricardo Salgado. "Mas eu não me escuso com a ideia de que viajava 47 semanas em 52, porque não tinha esse privilégio acrescentou, com alguma ironia, o ex-administrador financeiro do BES.

19h07: Amílcar Morais Pires afirmou que, a 7 de julho, a comissão executiva do BES reuniu para "acompanhar e tomar medidas de emergência sobre o plano de contingência, tendo os seguintes tópicos: liquidez, capital, comunicação a clientes, e comunicação externa". E esta reunião deu lugar ao "famoso comunicado aos mercados no dia 10 de julho sobre a exposição direta e indireta do BES ao ESFG e ao Grupo Espírito Santo (GES)", salientou o gestor, acrescentando que "nesta fase começaram a sentir-se preocupações dos clientes nos balcões em Portugal e o levantamento de depósitos em Espanha".

18h57: O antigo administrador financeiro do BES disse que a fuga de depósitos só se começou a sentir no BES no início de julho, depois de a sua candidatura a presidente executivo por recomendação do Espírito Santo Financial Group (ESFG) ter caído para dar lugar à equipa de Vítor Bento e João Moreira Rato, a 4 de julho. As notícias sobre os avanços e recuos sobre a equipa de gestão que substituiria a administração de Ricardo Salgado criaram "uma situação de 'stress' no BES caracterizado por um aumento significativo da volatilidade, na cotação das ações e no preço das obrigações emitidas pelo BES e pelo início da fuga de depósitos", sublinhou Morais Pires.

18h53: Amílcar Morais Pires, realçou que o banco colapsou devido a uma crise de liquidez, graças à fuga de depósitos e ao corte das linhas interbancárias, que originou depois uma crise de capital."A fuga de depósitos e o corte das linhas interbancárias acentuou a crise de liquidez do banco tornando-o completamente dependente da linha de emergência do Banco Central Europeu (ELA), situação que se tornaria insustentável num curtíssimo prazo", afirmou o responsável na sua intervenção inicial da audição na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES. E reforçou: "Assim, os factos demonstram que a crise do BES antes de ser uma crise de capital foi uma crise de liquidez".

18h44: Em resposta a uma questão do deputado Miguel Tiago, do PCP, Amílcar Morais Pires disse que a "génese dos problemas no BES é a atribuição dos ratings e a avaliação de risco". Segundo o banqueiro, "o controlo de risco de mercado, de crédito, operacional e de atribuição de ratins era uma função que não incumbia ao CFO [administrador financeiro] - cargo que Amílcar Morais Pires detinha no BES. O braço-direito de Ricardo Salgado no BES, revelou ainda que "essas funções no BES estavam atribuídas ao dr. José Maria Ricciardi - desde sempre - e, nos últimos anos ao dr. Joaquim Góis". 

MORAIS PIRES AVISOU QUE O BES PODIA FALIR E FOI IGNORADO

18h39: O braço-direito de Ricardo Salgado no BES explicou que era CFO do banco porque tinha "conhecimento dos mercados e boa reputação junto dos investidores estrangeiros". 

18h34: Amílcar Morais Pires diz que "durante a crise de 2011 foi desenvolvido um mecanismo para gerir crises de liquidez no BES- o Grupo de Gestão de Crises".

18h20: Termina a intervenção inicial de Amílcar Morais Pires.

18h18: Amílcar Morais Pires sublinhou, em relação ao último aumento de capital do BES, que foi a "primeira vez" que um conjunto de instituições de um sindicato bancário que "asseguraram a tomada firme de 100% da operação". Nesse sentido, "o City Group, a JP Morgan, o Merry Lynch e a Morgan Stanley tomaram firme em 100% a operação e o BESI - por ser uma subsidiária do banco - não tomou firme" disse o ex-administrador financeiro do BES.  

18h15: O braço-direito de Ricardo Salgado no BES afirmou que não pode falar nas "chamadas operações Eurofin, por sobre elas estar em curso um inquérito criminal que está sujeito ao segredo de justiça".

18h09: O ex-administrador financeiro do BES disse que "a garantia soberana [de Angola] foi fundamental para assegurar o combate à exposição que o BES detinha ao BESA, no valor de 3,15 mil milhões de euros.

18h03: Amílcar Morais Pires garantiu que até à Assembleia Geral de 3 de outubro de 2013 "não houve nenhum alerta sobre o risco da carteira de crédito do BESA".

17h55: Amílcar Morais Pires disse que quando recebeu o "pelourinho" intenacional, em maio de 2012, o BES Angola (BESA) tinha uma situação financeira frágil, "com um rácio de crédito sobre depósitos de 170%", sendo que esta instituição bancária era "extremamente dependente de financiamento inter-bancário - que "representava 52% do total dos ativos do BESA". O ex-administrador financeiro do BES afirmou ainda que o BESA tinha "fraca base de depósito local" e um "rápido crescimento da carteira de créditos".

17h50: Amílcar Morais Pires garantiu que só era administrador do BES e subsidiárias, não tendo qualquer ligação às empresas de topo do Grupo Espírito Santo. O banqueiro especificou também que a área internacional do BES passou a estar sobre o seu "acompanhamento" em Maio de 2002, precisando que o BESI tinha completa autonomia, "sob a égide do dr. José Maria Ricciardi". 

17h46: O ex-administrador financeiro do BES precisou que entrou no Banco Espírito Santo (BES) em 1986 e fez toda a sua vida profissional de banqueiro - de 28 anos - ao serviço do BES. Disse ainda que foi eleito para o conselho de administração do BES em Março de 2004 e que a sua "última participação em atos de gestão foi no dia 11 de julho de 2014"  

17h39: Amílcar Morais Pires começa a sua intervenção inicial.

17h35: Início da audição do antigo braço-direito de Ricardo Salgado no BES

17h33: Ex-administrador financeiro do BES chega à sala da Assembleia da República onde vai decorrer a audição parlamentar.  

17h05: Comissão de inquérito a Amílcar Morais Pires deverá ter início por volta das 17h30.

Amílcar Morais Pires, ex-administrador financeiro do BES e braço-direito de Ricardo Salgado no BES, é esta quinta-feira ouvido na comissão de inquérito.

Morais Pires foi um dos rostos por detrás do esquema de colocação de dívida, através da Eurofin, em clientes do retalho do BES para financiamento das empresas da família Espírito Santo.

O gestor chegou a ser apontado por Salgado como o seu sucessor no BES, mas o Banco de Portugal vetou essa solução.

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