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Correio da Manhã

Economia
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CGTP acusa Finanças de travar contratação nos transportes públicos

Arménio Carlos acusa Ministério das Finanças de impedir aquisão de materiais.
Lusa 28 de Novembro de 2017 às 23:42
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
Arménio Carlos
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
Arménio Carlos
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
Arménio Carlos
O secretário-geral da CGTP acusou esta terça-feira o Ministério das Finanças de colocar sistematicamente "um travão" à contratação de pessoal e à aquisição de material para "pôr navios e comboios a circular", dizendo que "assim não dá".

"O que sentimos, nalguns casos, é um travão que sistematicamente é colocado pelo Ministério das Finanças, a propostas que são feitas para a contratação de pessoal, para a aquisição de materiais para pôr navios e comboios a circular, e assim sucessivamente. E assim não dá. Foi isto que viemos dizer ao senhor ministro do Ambiente", afirmou Arménio Carlos à agência Lusa, após uma reunião em Lisboa com o ministro João Pedro Matos Fernandes, que tutela a pasta dos transportes urbanos de Lisboa e Porto.

Reconhecendo "que o legado que o anterior Governo deixou foi mau, porque degradou de forma significativa as empresas ao longo dos tempos", o líder da CGTP defende, contudo, que é chegado o momento de haver mais exigência e, acima de tudo, "[de ser] mais afirmativos do ponto de vista de se ir mais longe na resposta aos problemas" das populações.

"É necessário ir mais longe e é preciso que haja, digamos, sensibilidade política e social para evitar situações como aquelas que recentemente ocorreram no Barreiro, quando a população, justamente, se indignou contra a falta de barcos para poderem fazer o respetivo transporte dos passageiros para Lisboa", afirmou Arménio Carlos.

O secretário-geral da intersindical declarou que recebeu do ministro "o entendimento" de que as questões colocadas "eram importantes e que o Governo estava a fazer um esforço para procurar corresponder" às propostas apresentadas.

Na reunião, que decorreu no Ministério do Ambiente durante cerca de duas horas, a comitiva liderada por Arménio Carlos defendeu a urgência "da melhoria dos serviços públicos" de transporte, nomeadamente dos fluviais e do Metropolitano de Lisboa.

Além disso, a CGTP avisou para "a necessidade de se assegurar que um número significativo de navios, que neste momento estão imobilizados, bem como circulações do Metropolitano, possam ser recuperados" para que "rapidamente" estejam disponíveis para responder às necessidades dos serviços que as empresas devem prestar à população.

Em terceiro lugar, Arménio Carlos alertou o ministro do Ambiente "para a necessidade de recrutar mais trabalhadores para a Transtejo, Soflusa, Metropolitano, para que estas empresas possam contribuir para que o transporte "seja prestado com melhor qualidade e com uma manutenção mais eficiente".
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