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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

CMVM quer ver rescisão

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) espera uma carta do BES que oficialize a rescisão do contrato com a promotora imobiliária acusada pelo Ministério Público de enviar a mensagem que criou o boato de falência do Millennium BCP no Verão de 2010.

28 de novembro de 2011 às 01:00

Ao que o CM apurou, o regulador, para actuar, aguarda a confirmação oficial da quebra do contrato de prestação de serviços do BES – principal concorrente do BCP – com Isabel Fernandes. Ao ‘Jornal de Negócios’, fonte oficial do banco gerido por Ricardo Salgado garantiu que a instituição decidiu recentemente quebrar o vínculo com a agente de intermediação financeira, que estava no BES desde Maio de 2009. O CM sabe que o regulador do mercado accionou mecanismos, quando as SMS que alertavam para o risco de falência do BCP e incitavam ao levantamento dos depósitos surgiram na praça pública, para detectar a origem da informação. Os dados recolhidos foram remetidos ao Ministério Público, que deduziu a acusação contra a promotora bancária e outros três arguidos.

A agente deverá ficar impedida de exercer estas funções, já que, após a rescisão do contrato com o BES, terá de pedir novo registo na CMVM. Em causa, segundo a acusação do MP, estão crimes de ofensa a pessoa colectiva e à reputação económica.

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