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Comissão Europeia prevê inflação mais baixa mas alerta para perda de rendimentos

"A maior restritividade da política monetária pode pesar mais na atividade económica", refere o executivo comunitário.

11 de setembro de 2023 às 10:16

A Comissão Europeia reviu esta segunda-feira em baixa a previsão de inflação este ano na zona euro, para 5,6%, referindo que a apertada política monetária "está a funcionar", mas alertou para perdas de rendimento e piorou a projeção para 2024.

"A maior restritividade da política monetária pode pesar mais na atividade económica. A [...] política monetária está a funcionar como pretendido, como o demonstra a continuação do acentuado abrandamento do fluxo de crédito ao setor privado, [mas] o seu impacto adverso sobre a procura interna será ampliado se for acompanhado de uma deterioração dos rendimentos das famílias e das empresas, o que, por sua vez, afetará o sentimento económico e a capacidade dos bancos para financiar o crescimento" refere o executivo comunitário.

Nas previsões económicas de verão esta segunda-feira publicadas, num cenário de tímido crescimento económico e de fraco consumo perante uma descida mais lenta da inflação e uma apertada política monetária, a Comissão Europeia prevê então uma inflação de 5,6% este ano e de 2,9% em 2024 na zona euro, percentagens que comparam com 5,8% e 2,8% nas projeções anteriores, divulgadas em maio passado.

Para o conjunto da UE, prevê-se uma inflação de 6,5% este ano e de 3,2% em 2024, comparando com anteriores projeções de 6,7% e 3,1%.

A instituição acrescenta que medidas adotadas como a subida das taxas de juro podem "conduzir a uma queda da inflação mais rápida do que o previsto, o que aceleraria a recuperação do rendimento real".

Porém, de acordo com Bruxelas, "evolução da inflação poderá surpreender tanto no sentido descendente como no sentido ascendente", já que o enfraquecimento da procura interna pode levar a que seja "menos persistente do que o previsto", mas também pode obrigar a aumentos de salários, que obrigariam a "uma reação mais forte da política monetária, com repercussões negativas no crescimento".

Neste contexto de incerteza, "a evolução dos preços dos produtos alimentares e da energia, que se pressupõe registarem uma tendência descendente nas presentes previsões, continua sujeita a riscos e expõe as perspetivas de inflação a alguma incerteza", ressalva a instituição.

De acordo com Bruxelas, os preços a retalho da energia - que têm vindo a 'pesar' mais nos níveis de inflação pela crise energética e guerra - deverão continuar a descer até ao final de 2023, mas a um ritmo mais lento, prevendo-se que "voltem a aumentar ligeiramente em 2024, impulsionados pelos preços mais elevados do petróleo".

"A inflação nos serviços deverá continuar moderada à medida que a procura abranda, sob o impacto do aumento da restritividade da política monetária e de um desvanecimento do impulso pós-covid-19. As outras componentes não energéticas do cabaz de consumo continuarão a contribuir para a atenuação da inflação ao longo do horizonte das previsões, refletindo igualmente a descida dos preços dos fatores de produção e a normalização das cadeias de abastecimento", elenca.

Outro fator a ter em conta nestas previsões é, de acordo com o executivo comunitário, a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos como vagas de calor e cheias.

"Os riscos climáticos crescentes, ilustrados pelas condições meteorológicas extremas e pelos incêndios florestais e inundações sem precedentes no verão, também pesam sobre as perspetivas. A materialização destes riscos acarreta graves custos para a economia da UE, em termos de perdas de capital natural e de deterioração da atividade económica, incluindo o turismo", conclui a Comissão Europeia.

Por esta altura, estabilizam as taxas de inflação nos 20 países da moeda única.

De acordo com o Eurostat, a taxa de inflação anual na zona euro manteve-se em agosto estável face a julho, nos 5,3%, mas abaixo dos 9,1% homólogos.

A taxa de inflação tem vindo a baixar nos últimos meses após registar valores históricos devido à reabertura da economia pós-pandemia de covid-19, à crise energética e às consequências económicas da guerra da Ucrânia, mas ainda assim acima do objetivo de 2% fixado pelo Banco Central Europeu (BCE) para a estabilidade dos preços.

Para o atingir, o BCE tem apertado a política monetária com sucessivos aumentos das taxas de juro, agora a um ritmo mais lento.

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