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Correio da Manhã

Economia
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Comporta vendida por preço simbólico

Dívida superior a 112 milhões de euros à CGD e à CCAM desvaloriza ativo mais valioso do Grupo Espírito Santo.
António Sérgio Azenha 11 de Julho de 2017 às 01:30
A Herdade da Comporta tem os empreendimentos parados desde que o GES entrou em colapso financeiro, em 2014
António Ramalho lidera o banco
A Herdade da Comporta tem os empreendimentos parados desde que o GES entrou em colapso financeiro, em 2014
António Ramalho lidera o banco
A Herdade da Comporta tem os empreendimentos parados desde que o GES entrou em colapso financeiro, em 2014
António Ramalho lidera o banco
A participação de 59% do Grupo Espírito Santo (GES) na Herdade da Comporta - Fundo de Investimento Imobiliário, que detém a Herdade da Comporta, terá sido vendida a Pedro Almeida, empresário do setor petrolífero, por um preço simbólico. Para este resultado terá contribuído a extrema fragilidade da situação financeira do fundo: uma dívida de mais de 112 milhões de euros à CGD e à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) e um prejuízo superior a 19,6 milhões de euros, registado em 2016.

Ao que o CM apurou, o negócio ainda não está concluído. No centro das negociações estão ainda assuntos relacionados com a dívida do fundo à CGD, que ultrapassava os 111 milhões no final do ano passado.
O GES detém a participação no fundo Herdade da Comporta através da Rioforte, empresa que está em processo de insolvência no Luxemburgo. Daí que a venda dessa participação esteja a ser negociada entre o administrador de insolvência da Rioforte e os representantes de Pedro Almeida.

A venda está a ser encarada como uma operação destinada a salvar o fundo e, sobretudo, o empreendimento turístico na Herdade da Comporta, o ativo mais valioso do GES. A operação foi autorizada pelo Ministério Público. O dinheiro da venda ficará em Portugal. A parte agrícola da Herdade da Comporta não está incluída no negócio.

Primeira luz verde à venda do Novo Banco
A Comissão Europeia deu a primeira de três autorizações à venda do Novo Banco ao fundo Lone Star. Bruxelas entende que não existem riscos no que toca à concentração e concorrência de mercado.

É ainda necessária uma decisão sobre as ajudas estatais que permitirão a conclusão do negócio – nomeadamente a criação de um mecanismo de capital contingente através do qual os outros bancos assumem responsabilidades. Para já o processo de venda caminha "em linha com as regras" comunitárias".   
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