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Crescimento da economia mundial vai abrandar mas sem recessão à vista

Projeções do FMI vão ser revistas em baixa em face do impacto da guerra comercial em curso.

19 de abril de 2025 às 01:30

“As novas projeções de crescimento irão incluir reduções significativas, mas não recessão”, garantiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, antes das reuniões com o Banco Mundial. O relatório sobre as perspetivas para a economia mundial, que será divulgado na terça-feira, vai conter ainda “aumentos nas previsões de inflação para alguns países”.

Devido à guerra comercial em curso, “alguns setores em alguns países podem ser inundados por importações baratas, outros podem sofrer escassez”, explicou a diretora-geral do FMI. “O aumento das barreiras comerciais afeta o crescimento” e “o protecionismo corrói a produtividade a longo prazo, especialmente em economias menores”, vincou.

Estes alertas vão ao encontro da posição assumida pelo Banco Central Europeu (BCE), que baixou esta semana a principal taxa de referência para 2,25%. A presidente do BCE avisou que “a escalada nas tensões de comércio global vai provavelmente baixar o crescimento da Zona Euro e pode arrastar o investimento e o consumo”, mas considerou que “o impacto na inflação ainda não é claro”.

Já o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que “não haverá qualquer problema em chegar a um acordo com a União Europeia em matéria de direitos aduaneiros”, durante um encontro com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na Sala Oval.

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