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El Corte Inglés ganha em Portugal e perde em Espanha

Os lucros do El Corte Inglés em Portugal cresceram 13,4 por cento no exercício de 2009, para 13,6 milhões de euros, ao contrário dos resultados líquidos do grupo em Espanha, que caíram 1,5 por cento.

29 de agosto de 2010 às 14:11

De acordo com um comunicado do Grupo El Corte Inglês à agência Lusa, a divisão portuguesa registou um volume de negócios no exercício de 2009 (terminado a 28 de Fevereiro deste ano) de 401 milhões de euros, o que representa um aumento de 2,2 por cento face ao exercício anterior.

O grupo, que considera estes resultados como "positivos", afirma-se ainda "empenhado em investir em Portugal", tendo "previstos novos projectos  para os próximos anos, designadamente a construção de uma nova unidade de Grandes Armazéns, na área de Cascais, e a inauguração, a curto prazo, de três novos Supermercados Supercor nas áreas do Porto, Coimbra e Aveiro".

Para 2010, o El Corte Inglés em Portugal considera como "prioritárias", entre outras, o "investimento permanente na formação do seu pessoal", a  "prossecução da incorporação de novas tecnologias na sua gestão, para conseguir maiores níveis de eficiência e produtividade", bem como "o aumento do número de utilizadores do cartão de crédito do El Corte Inglés".

Os números do El Corte Inglés em Portugal contrastam com os números globais do grupo, que registou uma quebra de 5,8 por cento no volume de  negócios, uma descida de 2,5 por cento no EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e uma queda de 1,5 por cento nos lucros líquidos consolidados.

Assim, o grupo fechou o ano de 2009 com um volume de negócios de 16,35  mil milhões de euros (menos 5,8 por cento), um EBITDA de 1.067 milhões de euros (menos 2,5 por cento) e lucros de 369 milhões de euros (menos 1,5 por cento).

"Esta evolução é resultado da redução no consumo e do retrocesso geral da actividade comercial em Espanha durante o exercício de 2009. O volume de vendas do comércio retalhista, que diminuiu pelo segundo ano consecutivo, registou uma descida de 6,1 por cento, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística Espanhol", justificou o grupo.

Por outro lado, "os fundos próprios alcançaram os 7.830,4 milhões de euros, com um aumento de 2,9 por cento em relação ao exercício de 2008".

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