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Empresas defendem o têxtil 'Made in Portugal' em Paris

Secretário de Estado da Internacionalização louvou o trabalho português.

16 de fevereiro de 2016 às 17:13

Cinquenta e oito empresas e entidades portuguesas estão presentes na Feira Première Vision, na região de Paris, uma feira para profissionais de moda, que decorre entre esta terça-feira e quinta-feira no Parque de Exposições Paris Nord Villepinte.

Dos tecidos, aos fios e acessórios, passando pelas malhas, couros e o vestuário, os produtos 'Made in Portugal" não faltam.

Esta é "uma das feiras incontornáveis" do setor, de acordo com Paulo Vaz, diretor-geral da  Associação Têxtil de Vestuário de Portugal (ATP), que apoia 24 empresas através da Associação Seletiva Moda, o "braço armado para a internacionalização" da ATP no âmbito do projeto "From Portugal".

Paulo Vaz destacou que "em termos coletivos, o setor vive um momento particularmente feliz e mais distendido", justificando que "desde há quatro anos" há um "crescimento sustentado das exportações".

O diretor-geral da ATP sublinhou que o setor está a chegar a este recorde "com metade das empresas e metade dos trabalhadores" de então, o que mostra uma mudança de "drives" [vetores] de um "setor que está hoje alicerçado em empresas focadas no valor acrescentado, na inovação tecnológica, no serviço, nas coleções, na criatividade porque é a única maneira de fazer a diferença e escapar à concorrência que é o preço".

Governo louva mérito de empresas têxteis portuguesas

O secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Oliveira, louvou esta terça-feira, em Paris, o trabalho das empresas portuguesas que "sobreviveram" à crise no setor têxtil, mas considerou que esta ainda "não está ultrapassada".

"Acho que hoje, embora a crise não esteja ultrapassada, as perspetivas em relação a este setor são claramente melhores do que eram há dois anos e muito melhores do que eram há quatro ou seis", disse à Lusa Jorge Oliveira durante a visita às empresas portuguesas presentes na feira Première Vision.

Jorge Oliveira reconheceu que "hoje, as empresas portuguesas neste setor devem ser cerca de metade das que existiam há oito anos", mas salientou que os valores das exportações estão "muito perto dos cinco mil milhões, ou seja, do pico que alguma vez houve neste setor", o que significa "não apenas recuperação, mas que cada empresa está a vender produto com mais valor".

Questionado sobre o contributo e intenções do executivo no apoio às empresas do setor, Jorge Oliveira afirmou que "hoje em dia, como é sabido, não existem muitas verbas públicas para efeitos de financiamento das empresas", lembrando que "o Governo tem vindo a estudar formas de recapitalizar empresas e injetar dinheiro nessas empresas".

"Por outro lado, temos estado atentos a que as verbas disponíveis, que em bom rigor são os fundos comunitários que existem, seja ao nível dos fundos de coesão seja ao nível dos fundos regionais, possam ser utilizadas de forma mais racional e chegando tão breve quanto possível à economia", acrescentou Jorge Oliveira.

Esta manhã, o secretário de Estado foi recebido na Câmara Municipal de Paris, onde reuniu com eleitos de origem portuguesa e com empresários da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, encontro no qual foi debatida a criação de redes para a internacionalização da economia portuguesa.

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