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Energia mais cara

Os consumidores domésticos de electricidade estão indefesos de aumentos de tarifas que podem ascender a 16 por cento no próximo ano, ao contrário dos clientes industriais, afirmou ontem o presidente da entidade reguladora do sector (ERSE), Jorge Vasconcelos.

08 de março de 2006 às 00:00

Em relação a aumentos de preços para o próximo ano, “a única coisa que se pode afirmar é que o aumento seria de 14,7 por cento em 2006” se já estivesse reflectida a extinção do tecto dos aumentos ao nível da inflação.

O aumento dos custos reais de produção, com a subida do preço do petróleo e a baixa produção hídrica devido à seca, sem que este se pudesse reflectir nas tarifas dos consumidores domésticos gerou um défice de 412 milhões de euros que terá de ser pago nos próximos anos.

Jorge Vasconcelos, criticou, ainda o “paternalismo” dos governos em relação aos produtores de energia. “Em Portugal tem havido uma visão paternalista, em que as empresas não podem perder dinheiro”, afirmou o presidente da ERSE, numa audição para prestação de contas na Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos.

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