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Famílias engrossam depósitos bancários no pré-Natal com 160 mil milhões de euros

Portugueses nunca tiveram tanto dinheiro nos bancos. Restrições travam gastos e poupança já subiu 9 mil milhões.

06 de janeiro de 2021 às 01:30

As famílias portuguesas estão a gastar menos e a poupança colocada em depósitos bancários está a crescer a olhos vistos. No final de novembro, antes das típicas compras de natal, os particulares tinham colocado em depósitos um total de 160 mil milhões de euros. O valor mais alto alguma vez registado pelo Banco de Portugal.

Em relação ao mês anterior, os números do regulador mostram um acréscimo de 1,6 mil milhões em poupanças (ou 1%). Em termos homólogos, trata-se de uma subida de 7% face a 2019. A pandemia veio trocar as voltas à economia e às famílias: primeiro com um confinamento total e depois com sérias restrições à atividade económica, com restaurantes e lojas a meio-gás, os tradicionais jantares de amigos, as saídas noturnas ou as idas a espetáculos culturais foram mais reduzidas. Uma mudança de hábitos que se refletiu nos gastos dos portugueses e, consequentemente, numa maior poupança colocada nos bancos.

De janeiro a novembro, enquanto lidavam com a pandemia, os portugueses reforçaram as poupanças em depósitos em 9 mil milhões de euros. Em janeiro, os bancos guardavam poupanças de 151,2 mil milhões de euros. Um números que foi crescendo ao longo dos meses e que, em vésperas de Natal, estava já nos 160,2 mil milhões.

O mês de julho, aquele em que tradicionalmente é recebido o subsídio de férias, foi o primeiro a registar um recorde. Depois, com as tradicionais férias de verão em agosto, os gastos das famílias subiram e os depósitos caíram ligeiramente para 157,9 mil milhões. De então para cá, o ritmo voltou a ser de subida. Por isso, nos três últimos meses a poupança foi sempre aumentando, revela o Banco de Portugal. Este efeito de retração no consumo, além de estar ligado à menor atividade económica disponível, reflete também uma tentativa de precaver problemas no futuro.

Compra de casa leva crédito a máximos de 2016

O total de empréstimos às empresas subiu para 72 055,1 milhões de euros no final de novembro passado, mais 100 milhões do que em outubro e o valor mais alto desde junho de 2018. No que toca às famílias, o crédito continuou a subir em novembro, atingindo máximos desde setembro de 2015, com os créditos à habitação a somarem o valor mais elevado desde outubro de 2016: 94 749,7 milhões de euros.

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