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Fatura da água chega a custar mais 210 euros

Diferença entre os municípios mais baratos e mais caros tem aumentado, alerta Deco Proteste.

20 de fevereiro de 2025 às 01:30

A diferença na fatura da água entre os municípios mais caros e mais baratos atingia, no ano passado, os 210 euros. As contas são da Deco Proteste, que “exige políticas governamentais consistentes e reforço da intervenção independente do regulador” para corrigir as discrepâncias.

Os munícipes da Moita pagavam, no ano passado, 43,75 euros por um consumo anual de 120 metros cúbicos, tendo em conta o tarifário de junho de 2024. Já uma família de Carregal do Sal, Tondela, Mortágua, Santa Comba Dão ou Tábua gastava 254,29 euros, de acordo com a análise da Deco Proteste, que conclui que se agravaram os fossos entre os preços cobrados às famílias em cada município, sobretudo nos últimos três anos.

A diferença em 2022, por exemplo, era de 203,42 euros, segundo os dados divulgados, tendo-se assim agravado em sete euros.

Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e Ourém contam-se entre os municípios com os tarifários mais elevados para o consumo de água. Entre os mais baratos, para além da Moita, encontram-se Terras de Bouro, Barrancos, Castro Daire e Alcácer do Sal.

Estes valores referem-se apenas aos preços cobrados pelo serviço de abastecimento de água, não incluindo portanto o saneamento e o tratamento dos resíduos. A Deco Proteste tem defendido tarifários harmonizados ao nível nacional, que garantam a acessibilidade económica a todos os cidadãos.

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