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GALP REFORÇA SEGURANÇA INTERNA

A Galp lançou ontem a primeira fase de um programa de segurança que deverá prolongar-se pelos próximos quatro anos. O programa implica um investimento de 10 milhões de euros para reduzir os acidentes a zero, de acordo com o presidente da empresa, Ferreira do Amaral.

30 de novembro de 2004 às 00:00

Todas as áreas da Galp beneficiarão deste projecto, das estações de serviço às refinarias, passando pelos aeroportos, parques e transportes, que terá o aconselhamento técnico da DuPont Safety Resources e com a Shell Global Solutions BV.

Com esta acção, a Galp visa tornar-se uma referência ao nível da segurança na Europa.

Este programa terá três fases: a que agora se inicia e termina em Maio, completando seis meses de diagnótisco.

As fases seguintes têm uma duração mínima de quatro anos, e destinam-se a formação, implementação, melhoria contínua e transferência de ‘know-how’.

Entretanto, quanto ao trabalho do grupo de missão, o presidente da Galp Energia manifestou-se uma vez mais convicto de que a recomendação, liderada por Murteira Nabo, será a de se continuar a actividade em Leixões.

“Estou absolutamente convencido de que as conclusões do grupo de missão serão no sentido de considerar de que não há risco para a população a continuação da refinaria, mas se isso não acontecer existirão muitas opções”, afirmou Ferreira do Amaral.

Recorde-se que este grupo de missão foi criado na sequência do acidente que ocorreu em 31 de Julho último, quando um oleoduto que liga a refinaria da Galp Energia em Leça da Palmeira ao Porto de Leixões explodiu, incendiando-se de seguida, causando 32 feridos. Foi então que o Governo nomeou um grupo de missão.

Entretanto, o inquérito interno ao acidente concluiu que as responsabilidades do acidente não se prenderam com “falhas disciplinares”. Terá estado sim, em causa, o desempenho profissional, que se revelou ‘insuficiente’, de acordo com Ferreira do Amaral,

Este programa de segurança agora anunciado é assim, de alguma forma, uma resposta aos problemas levantados com o acidente.

Mas o que aconteceu mostrou também que a tolerância dos portugueses a este tipo de acidentes “é baixa “, segundo as palavras de Joaquim Ferreira do Amaral.

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