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Governo não responde

Termina na próxima quarta-feira o prazo máximo de quatro semanas anunciado pelo ministro da Economia na Assembleia da República para a assinatura do contrato de prospecção de hidrocarbonetos ao largo da costa algarvia.

03 de fevereiro de 2006 às 00:00

Há três semanas que empresários do sector turístico na região aguardam por uma resposta a esclarecimentos pedidos ao Governo.

Quando anunciou o prazo, na comissão parlamentar de assuntos económicos, o ministro Manuel Pinho foi de imediato confrontado com uma lista de questões colocadas pelo deputado algarvio Mendes Bota (PSD)e o pedido para que o compromisso não seja assumido “sem previamente fornecer toda a informação relativa às condições contratuais”. O ministro prometeu responder no espaço de uma semana. Não o fez. Mendes Bota voltou a pedir explicações e, esta semana, solicitou a intervenção do Presidente da República.

Há três semanas, a Região de Turismo do Algarve (RTA) e a Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares do Algarve (AIHSA) formalizaram pedidos de explicações ao secretário de Estado do Turismo e ao Ministério da Economia, respectivamente. Não obtiveram resposta. A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) também nada conhece sobre o contrato e vai interpelar o secretário de Estado do Turismo quando este se deslocar, brevemente, ao Algarve.

O Governo mantém silêncio absoluto sobre um negócio recuperado de um concurso anulado em 2003 e que pode determinar até 55 anos de prospecção e exploração de hidrocarbonetos ao largo da região mais turística de Portugal. Os empresários evitam empolar o assunto, mas receiam um impacte negativo no turismo e temem que a exploração petrolífera conduzida pela Repsol não deixe dividendos na região.

Segundo a AHETA, o Algarve representa 60 por cento do turismo português. Gerou três mil milhões de euros em bens transaccionáveis e recebeu 5,5 milhões de turistas em 2005. Mais de 22 mil algarvios trabalham no turismo, um peso de 12 por cento no emprego da região. Aceita-se que possa ser possível conciliar as actividades, mas a ausência de estudos conhecidos e o silêncio do Governo inquietam os responsáveis pela ‘galinha dos ovos de ouro’ do Turismo português.

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