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Correio da Manhã

Economia
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Jóias milionárias atraem estrangeiros

A alta joalharia nacional, cujo preço ultrapassa os milhares de euros, está a ser evitada pelos profissionais portugueses pelo preço e medo de assaltos. São os clientes estrangeiros que visitam a 22ª edição da Feira Internacional de Joalharia, Relojoaria e Ourivesaria PortoJóia, em Leça da Palmeira, que mais procuram estas peças exclusivas. O evento, destinado apenas a profissionais, já recebeu mais de 3500 visitantes.
23 de Setembro de 2011 às 01:00
Ouro branco, esmalte preto e 32 quilates de brilhantes
Ouro branco, esmalte preto e 32 quilates de brilhantes FOTO: Nuno Fernandes Veiga

 

"Hoje [ontem] tive um bom contacto para o Brasil. Um cliente ucraniano está interessado em comprar a montra. Os portugueses têm medo de comprar e pôr na montra das lojas. Antes compravam 50 peças, agora só se tiverem um cliente específico é que compram", disse Luís Fonseca, gerente da Brijóia, a marca de alta joalharia de Lisboa que tem as três peças mais caras do evento (ver fotos).

Os ourives optam por peças mais baratas. "Já fiz alguns contactos novos, todos portugueses, portanto está a correr bem. A peça mais cara que tenho é uma gargantilha de ouro que custa 700 euros. A mais barata é um coração, de 17 euros", contou Mónia Fernandes, fabricante de ouro de Ovar.

"A peça mais barata da feira são brincos em prata a 5 euros. Há que desmistificar a ideia que as pessoas têm de que na ourivesaria é tudo caro", defende Amélia Monteiro, directora da PortoJóia.

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