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Correio da Manhã

Economia
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Juros caem para metade nos últimos três anos

Taxa de juro dos novos contratos atingiu o valor mais baixo desde que os dados são divulgados
Beatriz Ferreira 19 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Antes da troika, os bancos praticavam juros muito baixos. Depois do resgate, apertaram as condições de crédito
Prestação média é de 244 euros
Notas
Antes da troika, os bancos praticavam juros muito baixos. Depois do resgate, apertaram as condições de crédito
Prestação média é de 244 euros
Notas
Antes da troika, os bancos praticavam juros muito baixos. Depois do resgate, apertaram as condições de crédito
Prestação média é de 244 euros
Notas
A taxa de juro cobrada nos novos contratos de crédito à habitação voltou a descer em janeiro e representa já metade do valor de há três anos e meio, em julho de 2015. No primeiro mês de 2019, a taxa atingiu 1,282% nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor mais baixo desde que os dados começaram a ser divulgados, em janeiro de 2009.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta segunda-feira, a taxa de juro dos novos créditos para a compra de casa desceu 14,2 pontos base face a dezembro do ano passado. Em julho de 2015, a taxa atingia 2,453%. A queda deve-se aos valores negativos das Euribor e à redução dos spreads – a margem de lucro dos bancos – cobrados na concessão destes empréstimos.

Os dados revelam, porém, duas realidades distintas nos juros dos empréstimos à habitação. Se nos novos contratos, a três, seis e 12 meses, as taxas caíram face a dezembro, no conjunto dos créditos a tendência é outra: desde agosto de 2016 que os juros não são tão altos.

Antes do resgate da troika os bancos praticavam juros muito baixos, com margens poucas décimas acima da taxa Euribor. Depois do resgate, apertaram as condições de crédito, que aliviaram nos últimos anos, mas com taxas superiores às dos contratos celebrados até 2010. Por isso, a média dos juros de todos os contratos revela uma tendência de subida.

Clientes devem em média 52 mil euros ao banco
Os clientes com crédito à habitação deviam, em média, 52 504 euros ao banco, em janeiro deste ano, segundo os dados do INE. São mais 128 euros face a dezembro do ano passado. Mas se o foco forem os contratos dos últimos três meses, o capital médio em dívida já sobe para 98 235 euros.

Já o valor médio da prestação vencida, considerando a totalidade dos contratos, manteve-se em 244 euros. "Deste valor, 46 euros (19%) correspondem ao pagamento de juros e 198 euros (81%) a capital amortizado."
INE Instituto Nacional de Estatística Euribor economia negócios e finanças macroeconomia juros
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