Caixa Geral de Depósitos põe à venda cerca de centena e meia de imóveis. Pela primeira vez dá indicação do encargo mensal com o empréstimo.
Os preços-base das casas para os leilões do Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), que se realizam no próximo fim de semana, são um sinal da crise que atinge o setor imobiliário. A licitação mais baixa está nos 13 mil euros e, apesar de se poderem encontrar casas a 200 mil euros, a maioria dos imóveis tem um valor-base inferior a 100 mil euros.
Os dois leilões que se realizam este fim de semana na Feira Internacional de Lisboa vão colocar à venda cerca de centena e meia de casas, entre vivendas e apartamentos, a maioria das quais na região da Grande Lisboa.
A carteira de imóveis pertence à Caixa Geral de Depósitos, que oferece condições especiais no âmbito do SIL, e são leiloados pela Euro Estates. Pela primeira vez, os interessados nos imóveis que recorram ao crédito, têm um valor indicativo para a prestação mensal que terão de pagar. Além dos bancos e das grandes mediadoras imobiliárias, também o Estado está a aproveitar o salão para vender casas. Pela primeira vez, a Direção-Geral de Tesouro e Finanças vai realizar uma hasta pública na SIL. Ao todo, são 35 os imóveis que o Estado quer vender. A cerimónia está marcada para o próximo domingo.
Neste caso, o pagamento do preço da arrematação pode ser efetuado a pronto ou, se for a prestações, os juros cobrados anualmente são da ordem dos sete por cento.
A oferta é variada, de norte a sul do País, e inclui um apartamento em Beja, com valor-base de 39 800 euros, uma moradia em Faro, com valor base de 114 mil euros, e uma fração na Costa da Caparica, com um valor de saída de 86 500 euros.
O Estado tem ainda à venda sete apartamentos em Lisboa, com preços-base que variam entre os 64 800 euros e os 157 mil euros.
Para o diretor do SIL, Jorge Oliveira, a venda de imóveis do Estado não representa uma verdadeira concorrência para as agências imobiliárias nem para os bancos. "Antes mostra a importância deste salão, uma vez que até o Estado o vê como uma oportunidade ", explicou ao CM.
Apesar da vasta oferta no SIL, Jorge Oliveira admite que a grande aposta está a ser feita nos investidores estrangeiros – e será para continuar – e no mercado do arrendamento.
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