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Correio da Manhã

Economia
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Lisboa tem casas a dez mil euros por metro quadrado

Apartamento de 16 metros quadrados com licenciamento para alojamento local está à venda por 150 mil euros.
26 de Maio de 2018 às 01:30
Apartamento em Alfama
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Parlamento
Apartamento em Alfama
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Parlamento
Apartamento em Alfama
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Interior de apartamento com 16 metros quadrados
Parlamento
A agência imobiliária identifica-o como "um dos apartamentos mais pequenos da cidade de Lisboa". Está localizado no bairro de Alfama - freguesia de Santa Maria Maior -, tem 16 metros quadrados e está à venda por 150 mil euros. E tem procura, segundo o promotor responsável pela venda, Ovídio Rodrigues, da Century 21, apesar de o valor por metro quadrado se aproximar dos 10 mil euros.

A escalada dos preços das casas na capital, em particular nos bairros históricos, está documentada nos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). No 4º trimestre de 2017, o valor médio por metro quadrado nas três freguesias mais caras de Lisboa (Misericórdia, Santo António e Santa Maria Maior) ultrapassava os três mil euros, preços 30% superiores face ao mesmo período do ano transato.

As principais agências imobiliárias têm habitações à venda no bairro de Alfama que ultrapassam o valor, por metro quadrado, do já referido pequeno apartamento, atingindo os mais de 10 mil euros.

Segundo Ovídio Rodrigues, estes são "valores normais de comercialização de imóveis" naquela área da cidade , onde a procura é muito elevada. Adianta, por outro lado, que o apartamento de 16 m2, com licenciamento para alojamento local, ainda não foi vendido, mas já foi alvo de duas ofertas.

Juntas querem quotas para habitação
As Juntas de Freguesia do centro histórico de Lisboa, cujos presidentes marcaram presença anteontem no Parlamento, defendem que a regulamentação do alojamento local deve ser competência das câmaras municipais. Os autarcas Miguel Coelho, Carla Madeira e Natalina Moura, respetivamente presidentes das Juntas de Santa Maria Maior, Misericórdia e São Vicente, defenderam ainda junto dos deputados a fixação de quotas no uso das casas, com 70% para habitação e 30% para o alojamento local.
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