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Norte aumenta exportações de bens mas perde 20 mil empregos na indústria transformadora

Exportações de bens do Norte registaram um aumento homólogo de 2,6% no 1.º trimestre de 2026.

21 de julho de 2026 às 16:16

O Norte aumentou, no primeiro trimestre do ano, as exportações de bens em 2,6%, ao contrário da tendência nacional, mas perdeu 20,2 mil empregos na indústria transformadora, a mais representativa da região, segundo um relatório esta terça-feira divulgado.

"As exportações de bens do Norte registaram um aumento homólogo de 2,6% no 1.º trimestre de 2026, que contrasta com uma diminuição homóloga de 6,6% em Portugal", pode ler-se no relatório Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

O mesmo documento realça que a população empregada no Norte é de 1,8 milhões de pessoas, "crescendo 1,2% em termos homólogos, o que traduziu um acréscimo líquido de 21,5 mil novos postos de trabalho", um crescimento que se deveu "ao aumento do emprego no setor terciário, que apresentou um acréscimo homólogo de 4,7%, o equivalente a 54.100 novos postos de trabalho, em termos líquidos".

"Com o maior aumento homólogo, destaca-se o crescimento de 60,9% nas atividades imobiliárias, que representou mais 8.400 postos de trabalho", seguidos pelas "atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas (21,5%) e as atividades financeiras e de seguros (18,1%), correspondendo a mais 4.900 e 5.100 pessoas empregadas" respetivamente.

Destacam-se também "os acréscimos homólogos nas atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (10.800) e nas atividades de informação e de comunicação (8.900)", mas os empregos na educação diminuíram 8,2%, correspondendo a menos 11.400 pessoas.

Porém, "nas indústrias transformadoras, o ramo mais representativo do emprego da região, o emprego diminuiu 4,8% em relação ao 1.º trimestre de 2025 (-20,2 mil postos de trabalho)".

"Com uma redução menos acentuada, no ramo da construção, o emprego diminuiu 1,7%, o equivalente a menos 2.600 postos de trabalho", pode ler-se também no documento.

Nas indústrias com maior implementação na região, relativamente ao mesmo período de 2025, no primeiro trimestre de 2026 os principais indicadores "apresentaram uma evolução negativa" na maioria dos casos, com exceção da fabricação de veículos automóveis e seus componentes (crescimento de 4,8% do índice de produção).

"A produção registou o maior decréscimo homólogo na indústria do vestuário (-6,4%), que compara com reduções menos acentuadas de 4,9% na indústria do couro e calçado e de 4,4% na fabricação de têxteis", pode ler-se no relatório.

O volume de negócios espelha a diminuição da produção, verificando-se uma diminuição homóloga, no primeiro trimestre de 2026, da "indústria do couro e calçado (-5,7%), seguindo-se a indústria do vestuário (-3,7%) e a fabricação de têxteis (-3,0%)", contrastando com a subida de 9,4% na fabricação de veículos automóveis e seus componentes.

Neste período, e face ao primeiro trimestre de 2025, "a taxa de desemprego no Norte manteve-se estável face ao trimestre precedente (6,0%) e ligeiramente abaixo do valor nacional (6,1%)" e "o salário líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem no Norte observou um aumento real de 4,6%, em termos homólogos, acima da média nacional (4,3%)".

As dormidas nos estabelecimentos turísticos na região "registaram um aumento homólogo de 6,2% no 1º trimestre de 2026, um valor mais acentuado ao do crescimento observado a nível nacional (1,2%)".

Quanto aos licenciamentos de edifícios, estes "mantiveram uma trajetória decrescente, com o número total de edifícios licenciados a diminuir 10,1% face ao 1º trimestre de 2025"

A inflação da região e do país fixou-se em 2,2% e "o montante global de crédito concedido à economia do Norte (empresas e famílias) aumentou 8,6%, em termos homólogos, no 1º trimestre de 2026, uma variação mais acentuada do que em Portugal (7,2%)".

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