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Correio da Manhã

Economia
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Noruega leva engenheiros

Já saíram de Portugal 170 engenheiros para trabalhar na Noruega, mas o país continua a ter uma grande necessidade de profissionais qualificados e, no âmbito da rede europeia de serviços de emprego (EURES), 40 empresários estiveram esta semana em Coimbra a recrutar portugueses diplomados.
2 de Março de 2008 às 00:30
“Precisamos de milhares de engenheiros nos próximos anos, pelo menos sete mil”, disse Eli Syvertsen, conselheira da EURES norueguesa, que participou na iniciativa de recrutamento, a 27 e 28 de Fevereiro, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. As áreas em que há mais “urgência” em contratar são a Engenharia Civil, Mecânica, Electromecânica, Informática, Automação, Estruturas e Tecnologias da Informação.
Segundo Eli Syvertsen, os portugueses “correspondem ao perfil pretendido por terem qualificações de um nível muito elevado, excelentes conhecimentos de inglês e uma personalidade semelhante à dos noruegueses”.
O salário médio pago a um engenheiro a trabalhar na Noruega é de 3700 euros mensais, sendo que o horário é das 08h00 às 16h00. “Têm tempo livre para poderem desfrutar do país e estar com a família e amigos”, referiu a responsável norueguesa, sublinhando que na Noruega não existe um ordenado mínimo estabelecido, mas a remuneração mais baixa ronda os 2200 euros. “É absolutamente recompensador. Os salários são muito mais altos do que em Portugal, mas o mais importante é a qualidade de vida”, sustentou.
A par de uma apresentação sobre como é viver e trabalhar na Noruega, a iniciativa contou com uma área de exposição onde empresários apresentaram vagas de emprego.
ALEMÃES INTERESSADOS
Alemanha também quer engenheiros portugueses. Depois da Noruega ter mostrado interesse em recrutar profissionais portugueses, na segunda-feira, dia 3, é a vez dos empresários alemães apresentarem as suas propostas.
O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) acolhe a sessão informativa ‘Viver e Trabalhar na Alemanha’, também inserida no programa EURES. Jorge Bernardino, presidente do Conselho Directivo do ISEC sublinha ao CM a importância destas iniciativas na formação dos alunos.
“Formamos engenheiros para o Mundo”, afirmou o responsável, lembrando que o ISEC é a única escola de engenharia que tem um curso europeu de Engenharia Informática.
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