Nova equipa é liderada por Pablo Forero, da CaixaBank.
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Os acionistas do BPI elegeram esta quarta-feira com 99,77% de votos a favor a nova administração liderada por Pablo Forero, do CaixaBank, que sucederá à de Fernando Ulrich após a Oferta Pública de Aquisição da instituição espanhola sobre o banco português.
Esta informação foi esta quarta-feira avançada por Fernando Ulrich em conferência de imprensa após a assembleia-geral do banco, que decorreu esta manhã no Porto com 94,06% do capital presente ou representado.
Os membros do Conselho de Administração só entrarão em funções após a autorização do Banco de Portugal, pelo que até lá se mantém a atual administração.
Ulrich disse esta quarta-feira que este é um processo "exigente e demorado", pelo que considerou "normal" a não entrada imediata em funções da nova administração.
Os acionistas do BPI aprovaram esta quarta-feira a nova administração do banco, na qual Fernando Ulrich - que esta quarta assinala 65 anos e que, nos últimos 13 anos foi o rosto da instituição - assumirá o cargo de presidente não executivo ou 'chairman', lugar ainda ocupado pelo fundador do BPI, Artur Santos Silva, para quem foi criado o cargo simbólico de presidente honorário.
O novo presidente executivo do BPI será o espanhol Pablo Forero, que tem experiência na banca de investimento, onde trabalhou durante 19 anos no norte-americano JP Morgan, e que é desde 2009 quadro do CaixaBank, onde era até agora diretor-geral de riscos.
Natural de Madrid, onde nasceu há 61 anos, Forero é casado e tem quatro filhos, estando já familiarizado com o BPI, uma vez que faz parte do Conselho de Administração do banco desde outubro passado e vive em Lisboa já há alguns meses a preparar a transição de administração.
O CaixaBank controla desde fevereiro 84,51% do capital social e direitos de voto do BPI, após mais de dois anos de "guerra" com os angolanos da 'holding' Santoro (controlada por Isabel dos Santos), que acabaram por sair do capital do banco português fundado por Santos Silva na década de 1980 com a ideia de ser um banco capitais maioritariamente portugueses assente no equilíbrio de vários acionistas.
Um "sonho" que, segundo Santos Silva admitiu em setembro do ano passado, se tornou impossível perante a falta de dinheiro dos investidores nacionais para suportar grandes bancos, estando estes cada vez mais em mãos estrangeiras.
Depois do CaixaBank, o segundo maior acionista do BPI é o grupo segurador alemão Allianz, com 8,27%, estando o restante capital social disperso por acionistas minoritários.
Para além de Forero e Ulrich, a administração do BPI eleita integra António Lobo Xavier como vice-presidente e 16 vogais: Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Cristina Rios Amorim (do Grupo Amorim), Francisco Barbeira, Gonzalo Rotaeche, Ignacio Alvarez-Rendueles, João Oliveira e Costa, José Pena do Amaral, Javier Riera, Juan Alcaraz, Juan Fuertes, Lluís Pi, Pedro Barreto, Tomas Jervell, Vicente Barutel, e ainda um representante da Allianz.
A reunião magna elegeu também os restantes órgãos sociais para o triénio 2017/2019 - a mesa da assembleia-geral e o conselho fiscal (ambos por unanimidade) e a comissão de remunerações - e aprovou também por unanimidade as contas de 2016, ano em que o BPI teve lucros de 313,2 milhões de euros (mais 32,5% do que em 2015).
Para a mesa da assembleia-geral continuará como presidente o advogado Osório de Castro, ficando como vice-presidente Agostinho Guedes e como secretários Maria Magalhães e Luís Amorim.
Já para o conselho Fiscal foi eleito Rui Manuel Guimarães para presidente, substituindo Abel António Reis, e permaneceram como vogais Jorge Figueiredo Dias e Francisco Valente.
Quanto ao Revisor Oficial de Contas (ROC), os acionistas do BPI ratificaram a decisão de escolha da PWC, sendo que até ao final do ano continuará a Deloitte em funções, tal como autorizou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, tendo em conta o período de transição que vive a instituição.
A assembleia-geral aprovou ainda por unanimidade algumas alterações aos estatutos do banco - como o aumento para 11 (em vez de nove) do número de membros da Comissão Executiva, a autorização para que a administração faça aumentos de capital até 500 milhões de euros e emita dívida que conte para capital e o fim do limite de idade para os administradores executivos.
Também aprovada por unanimidade foi a remuneração variável relativa a 2016 a atribuir aos administradores executivos que agora cessam funções.
Segundo a proposta aprovada, Fernando Ulrich receberá 465,5 mil euros e aos restantes vogais da Comissão Executiva (José Pena do Amaral, Maria Celeste Hagatong, Manuel Ferreira da Silva, Pedro Barreto e João Pedro Oliveira e Costa) serão pagos 328,6 mil euros a cada um.
Já a António Domingues irá receber 106,7 mil euros, uma vez que foi presidente-executivo durante apenas parte do ano de 2016, antes de assumir funções como presidente da Caixa Geral de Depósitos, para um curto e polémico mandato de quatro meses.
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