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Pobreza não poupa 12% de quem cresce com bom rendimento

Más condições económicas na adolescência fazem subir risco de pobreza para os 21,2%. Considerado no limiar de pobreza quem tenha rendimentos mensais abaixo de 591 euros.

09 de março de 2024 às 01:30

Ter crescido numa família com boas condições económicas permite atenuar as situações de pobreza em idade adulta, mas não impede que um em cada 10 indivíduos (12% da população) com esse historial viva neste momento no limiar da pobreza. Contudo, essa condição cresce para 21,2% entre quem foi adolescente numa família de baixos rendimentos.

Os dados constam de um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre rendimentos e condições de vida, que abarcou a população portuguesa atualmente na faixa etária entre os 25 e os 59 anos, o que corresponde a 45,8% do total dos residentes no País no início de 2023 ou 4,8 milhões de pessoas.

A uma amostra representativa desta faixa etária foi pedido para descreverem, respondendo a um conjunto de perguntas, se a situação económica em que viviam aos 14 anos era muito má ou moderadamente má ou se era moderadamente boa, boa ou muito boa.

O risco de pobreza para quem cresceu em boas condições económicas é, concluiu o INE, de 12%, logo mais baixa do que aquela que se verifica entre a população em geral (17% em 2022). Quando a comparação é feita com quem cresceu em má situação económica, essa probabilidade sobe para os 21,2%.

Em Portugal é considerado no limiar de pobreza quem tenha rendimentos mensais abaixo de 591 euros.

As taxas são sobretudo elevadas entre quem, em casa, tinha falta de livros e equipamento escolar (32,1%) ou não via satisfeitas as necessidades de alimentação básicas (32,8%), mostram ainda os dados de inquérito levado a cabo pelo INE.

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